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Flávio Bolsonaro: Não dá para você querer trazer a preço de agora o contexto do final de 2024

Estadão Conteúdo 14/05/2026 19:21

O pré-candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta quinta-feira, 14, em entrevista à GloboNews, que "não dá para querer trazer a preço de agora a realidade do final de 2024". A respeito da relação com o banqueiro Daniel Vorcaro em 2025, Flávio ponderou que "ele era um acusado e eu torcia que ele esclarecesse qualquer coisa de errado que ele tinha feito".

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O The Intercept Brasil revelou ontem que Flávio pediu a Vorcaro R$ 134 milhões para bancar o filme "Dark Horse", sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a reportagem, pelo menos R$ 61 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025.

O senador reconheceu que omitiu o fato de conhecer Vorcaro antes de o banqueiro ser preso devido à fraude bilionária no Banco Master. "Eu não pretendia esconder, mas era um contrato de confidencialidade sobre o filme. Se eu dissesse que tinha relação com ele, a pergunta seguinte seria qual seria a relação, o que justifica... A única conexão que eu tenho com este senhor (Daniel Vorcaro) é este filme", destacou. "Omiti, isso poderia descumprir uma cláusula contratual e isso gera multa".

Flávio negou que Vorcaro seja produtor executivo do filme que ele financiou. "Conversamos e ele topou fazer o investimento no filme, tá formalizado, eu estava achando que estava tudo tranquilo. As parcelas foram sendo pagas, conforme estabelecido no contrato, e chegou um momento em que ele parou de pagar as parcelas. Ele estava descumprindo o contrato e, como eu sou uma parte interessada, um filho querendo que o filho do pai fique pronto, cobrava ele", disse.

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Jair e Vorcaro

Na entrevista o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ainda que chegou a cogitar levar o ex-presidente Jair Bolsonaro à casa do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-presidente do Banco Master, mas disse que o encontro não ocorreu.

Segundo o senador, a relação com Vorcaro se limitou ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o capitão reformado. "Ele botou dinheiro, investiu num filme para receber o lucro dele de volta. Não tem caridade, não tem favor, não tem doação", disse.

Flávio afirmou que a crise em torno dos diálogos divulgados se instaurou porque ele é pré-candidato à Presidência e aparece bem posicionado nas pesquisas eleitorais. O senador também declarou que os investidores não quiseram aplicar recursos no Brasil, mas nos Estados Unidos, por meio de uma estrutura formalizada.

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De acordo com Flávio, há uma relação contratual regular envolvendo o projeto, com recursos aportados em um fundo fiscalizado pela Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil. Segundo ele, trata-se de uma autoridade "séria e criteriosa".

Questionado sobre a menção ao presidente do PP, Ciro Nogueira, em relação a investigações da Polícia Federal (PF) e a ação realizada, Flávio disse que o aliado é acusado de fatos graves, mas afirmou esperar que ele responda às acusações e prove sua inocência. "Ele é acusado de coisas graves, vai responder e, se Deus quiser, vai provar inocência", afirmou.

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