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Política

Fisioterapia obstétrica pode se tornar direito garantido para gestantes na rede pública do Espírito Santo

Vitória News 29/07/2025 09:50

Um novo projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa do Espírito Santo busca transformar a assistência fisioterapêutica especializada para gestantes, parturientes e puérperas em um direito assegurado na rede pública de saúde. De autoria da deputada Iriny Lopes (PT), o Projeto de Lei (PL) 344/2025 institui a Política Estadual de Fisioterapia Obstétrica e propõe a criação de um modelo de atenção à saúde materna com foco na prevenção de complicações antes, durante e após o parto.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Segundo o texto, a medida tem como objetivo ampliar o bem-estar das mulheres ao longo do ciclo gravídico-puerperal, com a inserção de profissionais fisioterapeutas nas equipes multidisciplinares de atenção à saúde da mulher. A proposta também prevê a capacitação contínua desses profissionais, além da implementação de ações educativas e preventivas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) estadual.

Atendimento especializado para prevenir complicações

SESC PICASSO

A deputada Iriny Lopes fundamenta a proposta com dados do Ministério da Saúde, que apontam que 67% das mortes maternas no período pós-parto, entre 1996 e 2018, ocorreram por complicações evitáveis. "Dessa forma, a atuação de uma equipe multidisciplinar é fundamental durante a gravidez e após o parto", reforça a parlamentar na justificativa do projeto.

De acordo com a deputada, o acompanhamento fisioterapêutico tem papel essencial na prevenção e no tratamento de disfunções e dores decorrentes das mudanças físicas e psíquicas da gestação. “A intervenção fisioterapêutica em obstetrícia busca diminuir complicações inerentes à gestação, prevenir e tratar dores e desconfortos gerados pelas mudanças físicas e psíquicas ocasionadas pela gravidez”, destaca Iriny.

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Diretrizes da política estadual

A Política Estadual de Fisioterapia Obstétrica, conforme descrita no PL, apresenta diretrizes como:

  • Estímulo à prática de atividades fisioterapêuticas com foco na prevenção de problemas decorrentes da gravidez;

  • Promoção de atendimento humanizado e centrado na mulher;

  • Universalização do acesso aos serviços de fisioterapia obstétrica no SUS;

  • Incentivo à produção de conhecimento científico na área.

Ações previstas e articulações com a rede pública

O projeto também prevê ações específicas por parte do governo estadual, entre elas:

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  • Inserção de serviços de fisioterapia obstétrica na rede de atenção à saúde da mulher;

  • Promoção de programas de formação permanente para fisioterapeutas atuantes no setor público;

  • Estabelecimento de parcerias com instituições públicas e privadas sem fins lucrativos para viabilizar a política.

A proposta será analisada pelas comissões permanentes de Justiça, Direitos Humanos, Saúde e Finanças da Assembleia Legislativa. Caso seja aprovada em plenário e sancionada pelo Executivo, a nova política estadual entrará em vigor após sua publicação no Diário Oficial.

A iniciativa pode representar um avanço importante na garantia de um atendimento mais completo e humanizado para as mulheres capixabas durante uma das fases mais delicadas de suas vidas.

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