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ExpoCristã em meio a julgamento de Bolsonaro tem voltagem política e menção a 'noites escuras'

FolhaPress 11/09/2025 12:57

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A abertura da ExpoCristã, no dia que pode selar maioria no STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento de Bolsonaro e mais sete réus na trama golpista, ganhou voltagem política.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O bispo Robson Rodovalho, da igreja Sara Nossa Terra, falou sobre "noites escuras" das quais "o Brasil vai sair mais forte". Ele discursou nesta quinta (11), na cerimônia que inaugurou a feira voltada ao público evangélico. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), estava ao seu lado.

"Hoje e amanhã serão dias muito ansiosos", afirmou Rodovalho, aludindo à reta final do julgamento que deve condenar o ex-presidente a prisão. Ele questionou "quem não passou por noites escuras" e, ao anunciar o Hino Nacional, disse que "o Brasil precisa disso", nesta temporada de "tribulações".

Leu no celular a letra do hino, executado para uma plateia que incluiu outros peixes grandes do segmento evangélico do país, como o casal Estevam e Sonia Hernandes, da Renascer em Cristo, a cantora Sula Miranda e o deputado Gilberto Nascimento (PSD-SP), presidente da bancada evangélica.

Quando a palavra passou para ele, o apóstolo Estevam concordou com Rodovalho sobre "o Brasil passar por um momento muito difícil". Que ninguém ali desanimasse.

SESC PICASSO

"Mas há promessas sobre esta nação. Nós não desistiremos jamais, continuaremos, e nós veremos a boa mão do Senhor estendida, porque Davi falou no Salmo 33, versículo 12: feliz é a nação cujo Deus é o Senhor."

Mais cedo, a jornalistas Nunes havia sugerido que ministros do STF tenham "coração mais amolecido" para julgar Bolsonaro, acusado de comandar uma trama golpista após perder a eleição de 2022 para Lula (PT).

Também contemporizou o tom bélico adotado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) contra o ministro Alexandre de Moraes, chamado de tirano.

Disse que, "em algumas situações, as pessoas acabam perdendo um pouco as estribeiras de tanto tentar, tentar" a "pacificação" do país. Seria o caso de Tarcísio, na sua avaliação.

CONTADOR - BONUS

Bolsonaro e os outros sete acusados são julgados pelos crimes de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.

Os demais réus são Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-chefe da Abin e deputado federal; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional); Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa; e o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

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