Presidente dos EUA afirma que líder venezuelano foi retirado após ação militar; informação ainda não foi confirmada de forma independente
Os Estados Unidos realizaram, na madrugada desta sexta-feira (3), ataques militares contra alvos em território da Venezuela, segundo declarações do presidente norte-americano Donald Trump. Em pronunciamento público, Trump afirmou que a ofensiva resultou na retirada do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, do país.
Até o momento, não há confirmação independente de que Maduro tenha sido capturado ou levado para fora da Venezuela. Autoridades norte-americanas não apresentaram provas sobre o paradeiro do chefe de Estado venezuelano, e o governo de Caracas nega qualquer informação nesse sentido.
Relatos de agências internacionais indicam que explosões foram registradas em Caracas e em regiões próximas, além de movimentação aérea incomum durante a madrugada. Moradores relataram interrupções pontuais no fornecimento de energia elétrica e presença de aeronaves sobrevoando a capital.
Governo venezuelano reage e fala em agressão
Em nota oficial, o governo venezuelano classificou a ação como agressão militar estrangeira e afirmou que as Forças Armadas permanecem em estado de alerta. O Ministério da Defesa declarou que o país irá reagir a qualquer tentativa de violação de sua soberania, mas não confirmou a saída de Nicolás Maduro do território nacional.
A ofensiva ocorre em meio ao agravamento das tensões diplomáticas e militares entre Washington e Caracas, intensificadas ao longo do último ano por sanções econômicas, disputas políticas e acusações envolvendo segurança regional e narcotráfico.
Governos da América Latina e organismos internacionais acompanham o caso com cautela diante do risco de escalada militar e impactos humanitários, enquanto aguardam esclarecimentos oficiais e verificações independentes sobre os desdobramentos da operação.
Linha do tempo da crise EUA x Venezuela
2024 – 2025
Escalada de sanções econômicas e endurecimento do discurso dos EUA contra o governo venezuelano.
2º semestre de 2025
Aumento da presença militar norte-americana no Caribe e intensificação de operações de vigilância na região.
Madrugada de 3 de janeiro de 2026
Explosões são registradas em Caracas; aeronaves militares são relatadas sobrevoando a capital.
Manhã de 3 de janeiro de 2026
Donald Trump afirma que os EUA realizaram ataques de grande escala e que Nicolás Maduro e a esposa foram retirados do país.
Horas seguintes
Governo venezuelano denuncia agressão militar, declara alerta máximo e nega confirmação sobre a saída de Maduro.