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Esther Dweck diz que pode haver greve de servidores 'em breve'

FolhaPress 05/12/2023 18:09

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou nesta terça-feira (5) que existe a possibilidade em breve de algumas greves dos trabalhadores da administração pública federal.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Ela ainda acrescentou, em tom de brincadeira, que essa pressão foi estimulada pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem dito para trabalhadores e movimentos sociais reivindicaram seus direitos.

Esther Dweck participou na manhã desta terça-feira (5) da transmissão ao vivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais, o Conversa com o Presidente.

A transmissão foi feita a partir de Berlim, na Alemanha. O país europeu é a última parada da viagem internacional que Lula iniciou na semana passada. Ele passou por Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos, onde participou da COP 28.

Em determinado momento da transmissão, Lula brincou com a ministra que tem ouvido recentemente que haverá umas "grevezinhas" na administração pública federal.

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"Eu ouço, de vez em quando, as pessoas falarem: 'Ô Lula, a Esther está te contando? Vai ter umas grevezinhas lá contra ela'. Me conta, o que vai acontecer?", questionou o presidente.

A ministra então respondeu que "não é fake news nesse caso". Ressaltou então que os servidores públicos ficaram seis anos sem diálogos para reajuste salarial, mas que agora o governo atual negocia de forma democrática com os trabalhadores.

"E a gente precisou retomar esse diálogo com os trabalhadores. E aí, toda vez que a gente retoma o diálogo, as expectativas aumentam também. Eles sabem que, no nosso governo, a gente lida de forma democrática, dialogando com eles, e aí eles fazem a pressão deles", afirmou a ministra, acrescentando na sequência, com um leve sorriso, que o próprio Lula estimula essa pressão.

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"O senhor estimulou todo mundo a fazer pressão. O senhor disse para todos os movimentos sociais, trabalhadores, que eles deviam pedir. Então, claro, eles se animam para pedir. Então claro, pode ser que tenha alguma greve porque obviamente, o ministro [da Fazenda, Fernando] Haddad está aqui, o ministro [da Casa Civil] Rui [Costa], a gente tem discutido um espaço orçamentário para isso", acrescentou.

Esther ainda afirmou que o espaço orçamentário existente "não é tão grande", mas que há um diálogo com as categorias.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu um reajuste linear de 9% para servidores públicos federais em 2023. Agora, diversas categorias se movimentam para garantir aumentos a partir do ano que vem.

Os policiais federais criticaram neste ano o governo após o cancelamento de uma reunião para tratar de reajustes. O documento assinado por representantes de delegados, peritos, agentes e servidores administrativos da Polícia Federal falou em "indignação com a postura morosa" e "letargia" do governo federal na discussão sobre a reestruturação salarial para os policiais.

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Além disso, o sindicato dos funcionários do Banco Central intensificou uma operação-padrão gerada "pela falta de compromisso do governo em negociar". De acordo com os servidores, o movimento causa atrasos na implementação das próximas etapas do Pix e retrocesso no Drex (o real digital).

Os servidores do BC afirmam que o Ministério da Gestão se negou a propor uma data para apresentar uma contraproposta na mesa de negociação com o sindicato. Os servidores exigem a criação de uma retribuição por produtividade, ensino superior para o cargo de técnico do BC e a alteração do nome do cargo de analista para auditor.

A avaliação das entidades que representam os servidores é que o Judiciário e o Legislativo, além do Ministério Público da União (MPU) e da Defensoria Pública da União (DPU), já têm reajustes garantidos em lei de 6% em 2024 e 6% em 2025. Mas que no Executivo federal ainda não há sinalizações do governo sobre o que vai ser decidido.

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