O deputado estadual Wellington Callegari fez um alerta sobre o avanço das facções criminosas no Espírito Santo, chamando atenção para o risco de o Estado repetir o cenário de violência e domínio territorial observado no Rio de Janeiro. A declaração ocorreu após uma operação policial no Rio que deixou 64 mortos e reacendeu o debate sobre a segurança pública no país.
Segundo Callegari, o crime organizado tem se expandido de forma silenciosa nas comunidades capixabas, dominando territórios e atraindo jovens. Ele defendeu uma ação firme e estratégica do Estado para evitar que o Espírito Santo enfrente a mesma crise de violência vista no Estado vizinho.
Ação urgente e integrada
O parlamentar afirmou que a tragédia no Rio de Janeiro deve servir de alerta para o governo e as prefeituras capixabas, principalmente na Região Metropolitana. Para ele, o enfrentamento às facções deve unir repressão, inteligência e políticas sociais.
“Não podemos esperar o colapso para reagir. É hora de integração entre as forças de segurança, das prefeituras e do governo. O crime cresce onde o Estado é fraco”, destacou Callegari.
Ele também ressaltou que o combate à criminalidade deve incluir educação, profissionalização e oportunidades para jovens. “Prender é necessário, mas prevenir é fundamental. Quando o Estado se ausenta, o crime ocupa o espaço”, disse.
Responsabilidade compartilhada
Callegari defendeu que a segurança pública seja tratada como uma missão conjunta dos poderes e das instituições. Para ele, ignorar o avanço das facções é tão perigoso quanto o próprio crime organizado.
“Estamos diante de um inimigo estruturado e territorializado. O Espírito Santo não pode fechar os olhos. É hora de agir com coragem e coordenação para proteger o futuro das nossas cidades”, concluiu.
A operação policial que motivou o alerta de Callegari resultou em 64 mortes — incluindo quatro policiais — e expôs a gravidade do domínio das facções em áreas urbanas, reforçando a necessidade de respostas imediatas e articuladas.