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ES avança para revogar leis consideradas ineficazes

Proposta aprovada na CCJ mira normas vistas como burocráticas e sem aplicação prática

Vitória News 29/04/2026 11:24
ES avança para revogar leis consideradas ineficazes
Foto: Paula Ferreira/Ales

A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) aprovou, nesta terça-feira (28), um projeto que prevê a revogação de 22 leis estaduais consideradas ineficazes. A proposta, de autoria do deputado Lucas Polese (PL), segue agora para análise em plenário.

Segundo o parlamentar, o objetivo é retirar do ordenamento jurídico normas que não têm mais aplicação prática ou que geram burocracia desnecessária, especialmente para pequenos e médios empreendedores.

“São leis que não se justifica mais a sua existência e que somente servem como entulho legal”, afirmou.

De acordo com a justificativa do projeto, muitas das regras listadas não são cumpridas ou foram criadas em contextos que já não se aplicam à realidade atual.

“Na prática, muitas dessas leis se mostram ineficazes, sequer são cumpridas, erigidas de leis antigas ou formuladas por mero populismo. É o que se pretende fazer cessar com esta proposição”, sustentou o autor.

O deputado também argumenta que a iniciativa busca reduzir exigências legais que impactam diretamente o ambiente de negócios no estado, contribuindo para maior eficiência regulatória.

Projeto deve enfrentar debate no plenário

A proposta não teve consenso na comissão. O deputado João Coser (PT) votou contra, por entender que parte das leis poderia ser mantida.

O próprio autor reconheceu que a tramitação no plenário deve ser marcada por divergências.

Segundo ele, propostas de revogação costumam gerar resistência entre parlamentares, especialmente quando envolvem leis já aprovadas anteriormente.

Entre os exemplos citados está a exigência de instalação de placas em estádios com mensagens de incentivo à paz no futebol. Para o deputado, esse tipo de obrigação transfere ao setor privado responsabilidades que seriam do poder público.

“Não é papel do empreendedor dar publicidade às políticas públicas, esse dever é do Estado. O empresário deve cumprir a lei, focar no seu negócio, gerar emprego e renda”, afirmou.

Caso seja aprovado em plenário, o projeto eliminará normas consideradas obsoletas e poderá impactar diretamente o ambiente regulatório no Espírito Santo.

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