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Economia

Embaixador defende indústria brasileira e rebate acusações em audiência nos EUA

Vitória News 04/09/2025 10:23

O embaixador Roberto Azevêdo, consultor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), defendeu a indústria brasileira durante audiência pública realizada nesta quarta-feira (3) no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), em Washington. A sessão faz parte da investigação aberta em julho com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, que avalia se práticas de outros países são injustificáveis ou restritivas ao comércio dos EUA.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Em sua sustentação, Azevêdo foi direto ao afirmar que não existem evidências de medidas discriminatórias por parte do Brasil. “A noção de que o Brasil está agindo deliberadamente de forma a prejudicar os Estados Unidos é totalmente infundada. Simplesmente não há evidências de que os atos, políticas e práticas em questão discriminem ou prejudiquem injustamente as empresas americanas. Ao contrário, os fatos mostram que as empresas americanas, em geral, se beneficiaram das políticas brasileiras”, declarou.

Pontos da investigação

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A análise do governo norte-americano envolve seis áreas sensíveis: comércio digital, meios de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, propriedade intelectual, mercado de etanol e questões ambientais, incluindo desmatamento ilegal.

No pronunciamento, Azevêdo apresentou argumentos ponto a ponto e destacou avanços regulatórios do Brasil em temas como segurança jurídica, combate à corrupção e proteção ambiental. Segundo ele, os progressos nacionais reforçam que o país atua de forma responsável e alinhada às regras internacionais.

Relação estratégica Brasil-EUA

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O embaixador também frisou a importância da parceria bilateral. “Somos as duas maiores democracias deste hemisfério. Deveríamos estar conversando um com o outro, não brigando um com o outro. Quaisquer problemas devem ser resolvidos por meio de diálogo e cooperação contínuos. A CNI apoia iniciativas que fortaleçam os laços entre os Estados Unidos e o Brasil, promovam o crescimento econômico e melhorem as condições de mercado em ambos os países”, afirmou.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, reforçou a defesa com exemplos práticos. “No caso do etanol, temos uma relação de muitos anos, somos os dois maiores produtores do mundo. Hoje, o etanol é uma grande matéria-prima para a produção do SAF [Combustível Sustentável de Aviação]. Temos que desmistificar também os problemas do desmatamento, dos meios de pagamento – no caso do PIX –, desmistificar o problema de talvez nós não termos as devidas cobranças na parte do Judiciário e mais outros pontos comerciais que são importantes para que a gente possa ter realmente a explicação baseada sempre em elementos, em estatísticas, na condição econômica e comercial”, explicou.

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Missão empresarial em Washington

A audiência fez parte da agenda da missão empresarial organizada pela CNI na capital norte-americana. O objetivo é abrir canais de diálogo e contribuir para reverter ou reduzir o tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

A comitiva é formada por cerca de 130 empresários, dirigentes de federações estaduais e representantes de associações industriais. A programação segue até esta quinta-feira (4), com reuniões no Capitólio, encontros bilaterais com instituições parceiras e uma plenária que reúne representantes dos setores público e privado de ambos os países.

Fonte: Br61

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