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Política

Eleitores de Bolsonaro acreditam mais em nova ditadura do que os de Lula, diz Datafolha

FolhaPress 19/12/2024 09:25

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acreditam mais na possibilidade de uma nova ditadura no país do que os eleitores do presidente Lula (PT), indica pesquisa Datafolha.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Entre os que declararam voto em Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2022, 45% dizem que há chance de uma nova ditadura no Brasil, em comparação com 38% entre os que afirmam ter votado em Lula naquele ano.

A margem de erro é de quatro e três pontos percentuais para os dois grupos, respectivamente.

Para 24% dos eleitores do ex-presidente, há muita chance de um novo período ditatorial no Brasil, contra 18% entre os que votaram em Lula.

Entre os eleitores do petista, 56% dizem que não há nenhuma chance de uma nova ditadura, percentual que corresponde a 50% entre os apoiadores de Bolsonaro.

Quando o foco é 2022, porém, os eleitores de Lula acreditam mais que os de Bolsonaro que o país passou por um risco de golpe.

Quase metade dos eleitores do ex-presidente, 48%, nega ter havido chance de golpe de Estado por militares após o pleito daquele ano. A mesma porcentagem é de apenas 6% entre os que votaram em Lula.

Entre os eleitores do petista, 89% afirmam que o Brasil correu risco de golpe naquele momento, sendo que 69% dizem considerar que este risco foi grande. Já entre os que votaram em Bolsonaro, 46% reconhecem que houve chance de golpe, mas apenas 17% afirmam que ela foi grande.

SESC PICASSO

O Datafolha realizou 2.002 entrevistas em todo o país, em 113 municípios, de 12 a 13 de dezembro. Os entrevistados tinham 16 anos ou mais. A margem de erro máxima geral da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

Petistas e bolsonaristas também divergem quando questionados se o ex-presidente tentou um golpe para permanecer no poder. Entre os eleitores de Lula, 84% concordam com a afirmação, enquanto 73% dos que votaram em Bolsonaro discordam.

A discrepância é semelhante quando esses grupos são perguntados se o ex-presidente teve participação no que a Polícia Federal diz ter sido um plano dos militares para matar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

CONTADOR - BONUS

Entre os eleitores de Bolsonaro, 79% dizem que ele não participou desse plano, porcentagem que cai para 17% entre os eleitores de Lula. Entre os que votaram no petista, 69% afirmam que o ex-presidente teve envolvimento no caso, em comparação a 9% que dizem o mesmo entre os eleitores de Bolsonaro.

Já a anistia aos manifestantes golpistas do 8 de janeiro, pauta defendida pelo ex-presidente, divide seus eleitores –metade deles é contra e 45%, a favor. Em março, no último levantamento, 53% dos que votaram em Bolsonaro eram contrários ao benefício e 40%, favoráveis.

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