A composição da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) será alterada após as eleições municipais deste domingo (6), com dois de seus deputados eleitos como prefeitos. Theodorico Ferraço (PP) foi eleito prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, e Lucas Scaramussa (Podemos) venceu em Linhares. Ambos assumem seus novos cargos em 1º de janeiro de 2025, quando seus suplentes serão convocados para ocupar as vagas na Ales.
Além disso, o deputado Pablo Muribeca (Republicanos) ainda tem chances de se eleger prefeito. Ele disputará o segundo turno na Serra contra Weversonn Meireles (PDT), que liderou o primeiro turno com 96.995 votos (39,66% dos votos válidos), enquanto Muribeca obteve 61.690 votos (25,21%). O segundo turno será realizado no dia 27 de outubro.
Ferraço retorna à prefeitura de Cachoeiro
Theodorico Ferraço, que já foi prefeito de Cachoeiro de Itapemirim quatro vezes, foi eleito com 42,81% dos votos válidos, o equivalente a 44.240 votos. Seu adversário, Léo Camargo (PL), conquistou 23.861 votos (23,09% dos válidos). A vitória de Ferraço foi assegurada pela coligação formada pelos partidos PP, MDB e Novo. Ele terá como vice-prefeito Júnior Corrêa, do Partido Novo.
Ferraço está em seu sétimo mandato como deputado estadual e foi presidente da Ales em três ocasiões. Com sua saída, Marcos Madureira (PP), ex-parlamentar e também de Cachoeiro, deverá assumir sua vaga.
Linhares escolhe Lucas Scaramussa
Em Linhares, Lucas Scaramussa (Podemos) foi eleito prefeito com 52,92% dos votos válidos, somando 45.024 votos. Ele governará a cidade ao lado de Franco Fiorot (União), dentro da coligação “Linhares Merece Mais”, que reúne PDT, PRD, Podemos, PSB, União e a federação dos partidos PSDB e Cidadania. O atual prefeito, Bruno Marianelli (Republicanos), ficou em segundo lugar com 33.372 votos (39,33%).
O suplente de Scaramussa na Assembleia será Anadelso Pereira, atual vereador de Vila Velha, que foi reeleito em seu município.
As mudanças reforçam a importância das eleições municipais não só para as prefeituras, mas também para a reconfiguração política em outras esferas do poder, como a Assembleia Legislativa.