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El Niño deve intensificar calor e temporais

Fenômeno climático pode provocar ondas de calor e chuvas irregulares em várias regiões do Brasil

Vitória News 11/03/2026 12:54
El Niño deve intensificar calor e temporais
Foto: Álvaro Rezende/Secom/MS

O fenômeno climático El Niño deve voltar a influenciar o clima no Brasil ao longo dos próximos meses, trazendo ondas de calor mais intensas e temporais em algumas regiões do país. A previsão é da Climatempo, que aponta impactos mais fortes a partir do meio do ano.

O El Niño ocorre quando há aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico equatorial. Esse aquecimento altera a circulação atmosférica e provoca mudanças no regime de chuvas e nas temperaturas em diferentes partes do planeta.

No Brasil, o fenômeno costuma tornar o clima mais quente e provocar irregularidade nas chuvas em grande parte do território. Enquanto algumas regiões enfrentam temporais e eventos extremos, outras registram períodos prolongados de seca.

Segundo as projeções, o Rio Grande do Sul tende a registrar aumento no volume de chuvas, enquanto áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar redução das precipitações, elevando o risco de estiagem, especialmente na Amazônia.

Risco maior de incêndios no Pantanal

No Mato Grosso do Sul, o fenômeno deve aumentar o risco de incêndios florestais, principalmente no Pantanal. A alteração no regime de chuvas e o aumento das temperaturas favorecem condições mais propícias para o surgimento e a propagação do fogo.

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), o pico de influência do El Niño deve ocorrer entre o fim do outono e o início do inverno. Ainda assim, os efeitos já podem ser percebidos nos próximos meses.

Diante desse cenário, o governo estadual tem preparado ações preventivas e estratégias de combate aos incêndios. Entre as medidas estão o uso de aeronaves para combate às chamas em áreas de difícil acesso e o deslocamento rápido de equipes especializadas.

Tecnologias como drones e monitoramento por satélite também estão sendo utilizadas para identificar focos de calor e orientar as operações de controle do fogo.

Operação Pantanal

No último ciclo da Operação Pantanal, houve redução significativa na área atingida por incêndios. Foram registrados cerca de 202,6 mil hectares queimados no ano passado, número equivalente a 8,8% dos mais de 2,3 milhões de hectares atingidos pelo fogo em 2024 no estado.

O resultado é atribuído à combinação de ações preventivas, maior conscientização da população, atuação integrada entre órgãos públicos e condições climáticas mais favoráveis.

O Corpo de Bombeiros Militar desempenhou papel central nas operações. Além das ações de combate direto ao fogo, a corporação também atua na prevenção, com capacitação de equipes, formação de brigadistas e instalação de bases avançadas no Pantanal.

Ao todo, 1.298 militares foram mobilizados com apoio de 60 viaturas para atender mais de 4 mil ocorrências registradas, a maioria em áreas urbanas.

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