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Dino pede investigação de precatórios pagos irregularmente e cita indícios no caso Master

Ministro do STF defende identificação de valores já liberados e eventual ressarcimento aos cofres públicos

Vitória News 30/09/2026 06:50
Dino pede investigação de precatórios pagos irregularmente e cita indícios no caso Master
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ABr

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu a identificação de precatórios pagos irregularmente nos últimos anos e a adoção de providências para buscar o ressarcimento aos cofres públicos.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O pedido foi encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin. No documento, Dino cita investigações relacionadas ao Banco Master e afirma que há indícios de ilegalidades na expedição de precatórios ligados ao setor sucroalcooleiro. O banco teria adquirido títulos dessas empresas.

O ministro também retomou posicionamento apresentado em março, em processo no qual a Advocacia-Geral da União pediu o cancelamento de precatórios avaliados em cerca de R$ 5 bilhões e expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Para Dino, a apuração não deve se limitar ao cancelamento dos títulos. O ministro defendeu a investigação de valores que já tenham sido pagos, dos responsáveis por fundos de direitos creditórios, dos compradores dos precatórios e das cadeias de cessão desses créditos.

No documento, ele afirmou ainda ser necessário apurar indícios de atuação de uma organização criminosa no recebimento irregular de precatórios.

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O caso ganhou maior repercussão após a divulgação da existência de um contrato de R$ 427 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton Ramos, do TRF1, que é alvo de apuração do Conselho Nacional de Justiça.

Segundo as informações divulgadas, o valor estaria vinculado ao sucesso em causas relacionadas ao setor sucroalcooleiro. O contrato foi encontrado pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O escritório Queiroga, Vieira, Queiroz e Ramos confirmou a existência do contrato com o Banco Master para atuação em processos envolvendo precatórios, mas afirmou que não recebeu pagamentos por pró-labore ou êxito. A banca informou ainda que o percentual previsto em caso de sucesso seria de 5%.

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Informações encontradas no celular de Vorcaro também mostraram referências feitas por assessores do ex-banqueiro a uma suposta “Turma do KN”, em referência ao ministro Nunes Marques, do STF.

Após a divulgação das conversas, Nunes Marques afirmou que nunca trocou mensagens com Vorcaro e que não autorizou terceiros a falar em seu nome.

Paralelamente, o Conselho Nacional de Justiça anunciou medidas para aumentar a segurança e a transparência na liberação de precatórios, em meio à preocupação com possíveis irregularidades na emissão, cessão e pagamento desses créditos.

Fonte: Agência Brasil e Conselho Nacional de Justiça

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