País alcança 103,1 milhões de trabalhadores ocupados, enquanto rendimento médio cresce 2,8% em um ano e chega a R$ 3.738
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no segundo trimestre de 2026, o menor resultado já registrado para o período desde o início da série histórica, em 2012.
O índice ficou abaixo dos 6,1% registrados nos três primeiros meses deste ano e dos 5,8% apurados entre abril e junho de 2025.
O número de pessoas ocupadas chegou a 103,1 milhões, com a entrada de aproximadamente 1,08 milhão de trabalhadores no mercado em relação ao trimestre anterior.
Já a população desempregada recuou para 5,9 milhões. O total representa uma queda de 10% em três meses, com 718 mil pessoas a menos procurando trabalho.
Entre os setores que mais ampliaram as ocupações estão administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais, que incorporaram 489 mil trabalhadores e cresceram 2,6%.
O segmento de transporte, armazenagem e correio avançou 3,9%, com a criação de 235 mil ocupações.
| Indicador | Segundo trimestre de 2026 |
|---|---|
| Taxa de desemprego | 5,4% |
| Pessoas ocupadas | 103,1 milhões |
| Pessoas desempregadas | 5,9 milhões |
| Trabalhadores com carteira assinada | 39,4 milhões |
| Trabalhadores sem carteira | 13,6 milhões |
| Taxa de informalidade | 37,4% |
| Rendimento médio | R$ 3.738 |
O país contabilizou 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada e 13,6 milhões de empregados sem registro formal.
A taxa de informalidade ficou em 37,4% da população ocupada. Esse grupo inclui empregados sem carteira, trabalhadores por conta própria sem CNPJ e outras formas de ocupação sem proteção trabalhista ou previdenciária.
O rendimento médio mensal chegou a R$ 3.738, o maior já registrado em um segundo trimestre. O valor cresceu 2,8% em um ano, mas ficou abaixo dos R$ 3.765 apurados nos três primeiros meses de 2026.
Apesar do recorde para o período de abril a junho, a taxa de 5,4% não é a menor de toda a série histórica. O menor desemprego já registrado foi de 5,1%, no último trimestre de 2025.
A pesquisa considera pessoas com 14 anos ou mais e abrange trabalhadores com ou sem carteira assinada, temporários, autônomos e profissionais por conta própria.
Só é considerada desempregada a pessoa que não estava trabalhando e procurou efetivamente uma vaga nos 30 dias anteriores à entrevista.
Os dados do emprego formal também apontam crescimento. O Brasil criou aproximadamente 145,2 mil vagas com carteira assinada em junho. No acumulado de 2026, o saldo positivo chegou a 921,7 mil novos postos formais.