País chega a 103,3 milhões de pessoas trabalhando e registra máxima histórica no emprego com carteira assinada e na massa de rendimentos.
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo IBGE.
O resultado representa o menor nível já registrado para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica, em 2012.
Ao mesmo tempo, a população ocupada alcançou 103,3 milhões de pessoas, maior contingente já apurado pela pesquisa. Na comparação com o trimestre anterior, cerca de 1 milhão de pessoas passaram a integrar o mercado de trabalho.
O nível de ocupação, que representa a proporção de pessoas trabalhando dentro da população em idade de trabalhar, chegou a 58,9%.
O emprego formal também atingiu um novo recorde. O número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada, excluídos os empregados domésticos, chegou a 39,4 milhões.
Já os empregados do setor privado sem carteira assinada somaram 13,8 milhões. Considerando os dois grupos, o setor privado alcançou 53,2 milhões de trabalhadores, também o maior número da série histórica.
O contingente de trabalhadores domésticos ficou em 5,4 milhões.
Apesar do avanço do emprego, a informalidade continua elevada. A taxa atingiu 37,5% da população ocupada, o equivalente a aproximadamente 38,8 milhões de trabalhadores.
A força de trabalho brasileira, formada pela soma das pessoas ocupadas e das que estavam procurando emprego, chegou a 109,2 milhões, outro recorde da série histórica.
A pesquisa também registrou resultado expressivo na renda total gerada pelo trabalho.
O rendimento médio real habitual foi estimado em R$ 3.762 mensais. Já a massa de rendimento real habitual, que representa a soma dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores, alcançou R$ 383,5 bilhões, o maior valor já registrado pela Pnad Contínua.
Na análise por setores de atividade, o rendimento médio permaneceu estatisticamente estável na maior parte dos segmentos em relação ao trimestre anterior.
Os números reforçam um cenário de mercado de trabalho aquecido, com recordes de ocupação e emprego formal e redução do contingente de pessoas procurando uma vaga.
Apesar disso, a taxa de 5,3% não representa o menor desemprego absoluto de toda a série histórica. O menor índice geral permanece em 5,1%, registrado no último trimestre de 2025.