Secas, estiagens e chuvas intensas provocaram prejuízo de R$ 785 bilhões aos municípios brasileiros desde 2013
Os desastres climáticos provocaram prejuízos de R$ 785,4 bilhões aos municípios brasileiros entre 2013 e 2025, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).
O estudo aponta que secas, estiagens e chuvas intensas se tornaram mais frequentes e severas no país nos últimos anos, afetando principalmente infraestrutura pública, agropecuária e habitação.
A seca e a estiagem responderam pela maior parte das perdas econômicas no período analisado, somando R$ 458,3 bilhões em prejuízos. O Nordeste concentrou quase metade desse impacto, com R$ 270,6 bilhões em perdas.
Na sequência aparecem as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte.
O levantamento considera registros feitos entre janeiro de 2013 e dezembro de 2025. Nesse intervalo, 95,1% dos municípios brasileiros enfrentaram ao menos um desastre climático.
Secas e chuvas lideram decretos de emergência
Os eventos ligados à seca e estiagem geraram cerca de 30 mil decretos de emergência ou calamidade pública nos últimos 13 anos.
Já os desastres relacionados ao excesso de chuvas somaram aproximadamente 22,8 mil registros, incluindo alagamentos, enxurradas, deslizamentos e tempestades.
Juntas, as duas categorias representam cerca de 70% das 74,7 mil decretações contabilizadas no país desde 2013.
Santa Catarina lidera entre os estados com maior número de ocorrências relacionadas às chuvas intensas, seguido por Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Mais de 3 mil mortes
O levantamento também mostra que os desastres climáticos causaram 3.221 mortes no Brasil no período analisado.
O ano de 2022 registrou o maior número de vítimas, com 607 mortes. Em seguida aparecem 2013, 2019 e 2024.
Ao longo dos 13 anos, mais de 493 milhões de pessoas foram afetadas por eventos climáticos extremos no país.
Os impactos também provocaram deslocamentos em massa. Cerca de 6,4 milhões de pessoas precisaram deixar suas casas em razão de desastres naturais.
A Região Norte concentrou o maior número de desabrigados, seguida pelo Nordeste e pela Região Sul.
Fonte: Br61