As ações do crime organizado no Espírito Santo foram o principal tema do discurso do deputado Alcântaro Filho (Republicanos) durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa (Ales) nesta segunda-feira (29). O parlamentar pediu a contratação de mais policiais e medidas mais incisivas do governo do Estado para conter a criminalidade.
Críticas ao programa Estado Presente
Segundo Alcântaro, há um descontrole na segurança pública estadual. “A guerra de tráfico está sem precedentes no Estado. Estão tacando fogo em ônibus, matando inocentes e vitimando inocentes em vários municípios, como na Serra. (...) O que é arrotado como Estado Presente (programa governamental de combate à violência) está sendo um presente precioso próximo da benevolência para o crime organizado”, declarou.
O parlamentar também criticou medidas como o uso de câmeras corporais e a instalação de totens de segurança. “Tinha que colocar mais efetivo, investir mais nas polícias e dar totais condições para as polícias fazerem o combate”, afirmou. Para ele, mesmo com o recente concurso da Polícia Militar (PMES), o déficit de efetivo persiste.
Comparações preocupantes
Alcântaro destacou ainda que especialistas têm comparado a atual situação do Espírito Santo à vivida pelo Rio de Janeiro há duas décadas. Ele citou que o Estado ocupa hoje a 20ª posição entre os mais seguros do Brasil. “No quesito segurança o Estado está pior do que o Rio de Janeiro. Está na zona de rebaixamento”, lamentou.
Por fim, o deputado lembrou que, no início do governo de Renato Casagrande (PSB), o Espírito Santo ocupava a 10ª posição no ranking de segurança. “O Espírito Santo clama por segurança, clama de fato por um ‘Estado Presente’, não em propaganda, mas na vida real e nas ruas dos municípios”, concluiu.