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Política

Deputado Bruno Resende defende regionalização do atendimento a pessoas com autismo

Vitória News 18/06/2025 10:20

Em reunião especial realizada nesta terça-feira (17) na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), o deputado Bruno Resende, presidente da Comissão de Saúde, destacou a urgência de regionalizar o atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Estado. O encontro reuniu representantes da Associação dos Amigos dos Autistas do Espírito Santo (Amaes), neuropediatras, psicólogos e outros profissionais de saúde para debater diagnóstico precoce, acesso a terapias e inclusão escolar.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

No Espírito Santo, pacientes com TEA concentram-se nos grandes centros urbanos, enquanto o interior carece de serviços especializados. “A verdade é que existe um vazio enorme de atendimento especializado nos municípios do interior. Existe uma deficiência do sistema com relação aos recursos. Precisamos de aumento do aporte financeiro para garantir esses atendimentos específicos”, afirmou Bruno Resende, médico de formação.

Desafios no diagnóstico e nas terapias

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Sandra Perovano, diretora da Amaes, ressaltou que a falta de diagnóstico precoce ainda é um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento de crianças com TEA. Segundo ela, o número de neuropediatras, psiquiatras infantis e psicólogos habilitados no Estado é insuficiente para atender à demanda.

“A gente não consegue marcar consulta com especialistas e os pais ficam desesperados. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhores os resultados das terapias. Mas, infelizmente, hoje o que vemos são filas de espera que podem chegar a anos”, relatou Sandra.

Além do diagnóstico, a reunião apontou a carência de serviços como fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicologia fora da região metropolitana de Vitória. A proposta de Bruno Resende é criar polos regionais de atendimento — em cidades-âncora como Serra, Colatina e Cachoeiro de Itapemirim — e estabelecer convênios com universidades e clínicas particulares para ampliar o acesso.

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Inclusão escolar e capacitação de profissionais

Outro ponto central foi a inclusão escolar das crianças com autismo. Membros da Amaes relataram a falta de profissionais de apoio nas salas de aula e a insuficiência de adaptações pedagógicas, o que pode comprometer o aprendizado e a socialização.

“Precisamos de mais profissionais qualificados, recursos adaptados e ambientes inclusivos nas escolas. A sociedade precisa de maior compreensão sobre o autismo e suas particularidades para a inclusão e a garantia dos direitos”, afirmou o deputado.

Para enfrentar esse desafio, a Comissão de Saúde pretende articular com a Secretaria de Educação capacitações específicas para professores e a criação de materiais didáticos adaptados à realidade de alunos com TEA.

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Próximos passos e compromisso legislativo

Ao final do encontro, Bruno Resende anunciou que será elaborado um relatório com propostas de regionalização e recomendações orçamentárias a ser entregue ao governo do Estado. A expectativa é que, ainda no segundo semestre de 2025, sejam iniciados convênios-piloto para implantação dos polos de atendimento.

“Nosso papel é fazer com que os direitos das pessoas com autismo saiam do papel e se tornem realidade, seja por meio da cobrança ao Executivo, da elaboração de leis ou da mediação com as instituições”, finalizou o presidente da Comissão de Saúde.

Com esse movimento, a Ales busca intensificar a atuação em prol de milhares de capixabas com TEA, garantindo diagnóstico mais rápido, terapias adequadas e inclusão plena na rede de ensino.

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