Parlamentar cobra atenção das famílias após apreensão de adolescente na Serra
A Operação Desconectado, realizada pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) no último dia 4, na Serra, foi tema de pronunciamento da deputada Janete de Sá (PSB) durante sessão extraordinária da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (10). Um adolescente foi apreendido sob suspeita de integrar organização criminosa digital envolvida em crimes praticados no ambiente virtual.
De acordo com a parlamentar, o jovem foi apreendido pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e estaria envolvido em maus-tratos contra animais, disseminação de pornografia infantojuvenil e incentivo à automutilação de crianças e adolescentes.
“Essa organização criminosa digital utilizava a plataforma Discord para promover sadismo em sua forma mais vil. Esses indivíduos, sob o comando de um menor, realizavam chamadas de vídeo para torturar, mutilar e matar animais domésticos ao vivo. Cães e gatos eram sacrificados enquanto uma plateia virtual vibrava e incentivava a crueldade. Tratavam a dor de seres vivos indefesos como entretenimento e diversão”, declarou.
Durante o discurso, Janete de Sá defendeu maior atenção das famílias ao comportamento de crianças e adolescentes na internet. “Não podemos ser coniventes com o silêncio. É inadmissível que o Estado e as famílias se omitam. Um celular nas mãos de uma criança sem supervisão é uma arma voltada para a própria cabeça”, afirmou.
A deputada lembrou que o dia 10 de fevereiro marca o Dia Internacional da Internet Segura e avaliou que o cenário exige vigilância constante por parte dos responsáveis. “Não permitam que seus filhos se tornem vítimas ou, pior, carrascos e torturadores nesse submundo digital”, alertou.
Ao final, a parlamentar cobrou medidas mais rigorosas em relação a adolescentes envolvidos em infrações e maior fiscalização das plataformas digitais. “A Operação Desconectado interrompeu um ciclo de sangue e morte. Que a justiça seja feita e que esse caso sirva para despertar a sociedade: a internet não pode ser o refúgio da perversidade”, concluiu.