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Política

Cury defende cooperação com DEA e FBI, mas diz que Brasil não pode abrir mão da soberania

Estadão Conteúdo 22/09/2026 19:51

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu nesta terça-feira, 22, cooperação do Brasil com órgãos de segurança dos Estados Unidos no combate ao tráfico de drogas, mas afirmou que o País não pode abrir mão de sua soberania. A declaração foi dada durante sabatina da Veja.

"Nós precisaremos de cooperação, sem dúvida nenhuma, com o DEA, com o departamento que cuida do tráfico de drogas dos Estados Unidos, que é uma polícia federal, e também com o FBI, mas jamais abrir mão da nossa soberania. Reitero, jamais abrir mão", afirmou.

Cury associou o "desespero" de Trump com os tarifaços ao elevado endividamento dos Estados Unidos, que, segundo ele, equivale a cerca de 122% do PIB e já supera US$ 40 trilhões.

SESC PICASSO

"E, além disso, nós temos que entender que o desespero de Trump nesses tarifaços esconde que a nação americana está super endividada, eles devem cerca de 122% do PIB, já está ultrapassando 40 trilhões de dólares", afirmou.

"Por detrás do desespero de Trump, está a tentativa de equalizar os gastos assustadores, dramáticos que eles fazem, acima do que arrecadam", completou em outro momento.

Segundo o candidato, o Brasil não deve aceitar uma relação de subserviência com os Estados Unidos. Cury voltou a defender que o fortalecimento do agronegócio seria uma das formas de ampliar o peso do País nas negociações internacionais.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Então, não teremos uma relação subserviente", afirmou. "O agro precisa passar de 350 para 700 milhões de toneladas nos próximos 10 anos para alimentar cerca de 2 bilhões de seres humanos, a 2 bilhões e meio. Aí nós vamos sentar de igual para igual com o líder da China, o líder dos Estados Unidos."

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