Quase 17 milhões de brasileiros com mais de 70 anos estão aptos a votar em 2026; comparecimento às urnas será usado pelo governo para confirmar a Prova de Vida de aposentados e pensionistas
Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que comparecerem às urnas nas eleições de outubro poderão ter a Prova de Vida deste ano realizada automaticamente.
Segundo o Ministério da Previdência Social, as informações sobre o comparecimento dos eleitores serão cruzadas com a base de dados do INSS. Dessa forma, quem votar e tiver o registro identificado pelo sistema poderá ter a comprovação de vida reconhecida sem precisar realizar outro procedimento específico para essa finalidade.
A medida ganha relevância diante do tamanho do eleitorado idoso brasileiro. Dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que quase 17 milhões de eleitores com mais de 70 anos estão aptos a votar nas eleições de 2026, representando mais de um em cada dez eleitores do país.
O número de eleitores nessa faixa etária cresceu 15,75% em relação às eleições gerais de 2022.
Para quem tem mais de 70 anos, o voto é facultativo. Mesmo assim, o comparecimento às urnas poderá ter uma utilidade adicional neste ano para aposentados e pensionistas do INSS, ao servir também como uma das formas de comprovação de vida.
Como vai funcionar
O aposentado ou pensionista não precisará apresentar comprovante da votação ao INSS.
A verificação será realizada por meio do cruzamento das informações da Justiça Eleitoral com os dados mantidos pelo instituto. O comparecimento registrado no dia da eleição será utilizado como evidência de que o beneficiário está vivo.
“A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explicou o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.
A Prova de Vida é um procedimento destinado a confirmar que a pessoa que recebe aposentadoria, pensão ou benefício assistencial de longa duração continua viva e, portanto, permanece habilitada ao recebimento dos pagamentos.
Cerca de 40 milhões de beneficiários
De acordo com o Ministério da Previdência Social, aproximadamente 40 milhões de pessoas estão atualmente incluídas nos procedimentos de Prova de Vida, considerando aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais.
Nos últimos anos, o modelo passou por mudanças para reduzir a necessidade de deslocamento dos beneficiários.
Desde 2019, o comparecimento presencial deixou de ser a regra. O poder público passou a utilizar diferentes bases de dados oficiais para identificar atividades que permitam confirmar automaticamente que o beneficiário está vivo.
Entre essas informações podem estar registros de atendimento em serviços públicos, movimentações realizadas com identificação do cidadão e, agora, o comparecimento às urnas registrado pela Justiça Eleitoral.
Voto é facultativo a partir dos 70 anos
A Constituição estabelece que o voto é facultativo para brasileiros com mais de 70 anos. Isso significa que essas pessoas podem escolher se participarão ou não da eleição, sem a obrigatoriedade aplicada à maior parte do eleitorado adulto.
Nas eleições de 2026, o grupo ganhou ainda mais peso. Segundo o TSE, o Brasil tem mais de 158 milhões de pessoas aptas a votar e quase 17 milhões delas têm mais de 70 anos.
Além disso, todos os eleitores a partir dos 60 anos têm atendimento prioritário nos locais de votação. Pessoas com mais de 80 anos possuem prioridade sobre os demais eleitores que também têm direito ao atendimento preferencial.
A utilização do comparecimento eleitoral como Prova de Vida não torna o voto obrigatório para aposentados e pensionistas com mais de 70 anos. Quem não comparecer às urnas poderá ter a comprovação realizada por outras informações disponíveis nas bases oficiais utilizadas pelo INSS.
Eu destacaria no título “Aposentado que votar”, porque entrega imediatamente o serviço ao leitor, e deixaria os quase 17 milhões de eleitores 70+ na linha fina para aumentar a dimensão da notícia.