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Cristo Redentor inicia plano para compensar impacto ambiental de 1,5 milhão de turistas

Monumento do Rio de Janeiro busca certificação internacional de neutralidade de carbono e vai medir emissões provocadas pela atividade turística.

Vitória News 25/08/2026 11:00
Cristo Redentor inicia plano para compensar impacto ambiental de 1,5 milhão de turistas
Foto: Tomaz Silva/ABr

O Cristo Redentor iniciou um processo para reduzir e compensar os impactos ambientais provocados pelo turismo. O Santuário responsável pelo monumento assinou um acordo que prevê o levantamento das emissões geradas pelas visitas e a elaboração de medidas para diminuir os danos ambientais.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A iniciativa ganha peso diante do crescimento do fluxo turístico. Em 2025, o Cristo recebeu cerca de 1,5 milhão de visitantes, o maior número já registrado pelo Santuário. Em períodos de maior movimento, a quantidade de turistas pode chegar a dezenas de milhares em um único dia.

O primeiro passo será identificar as principais fontes de emissão relacionadas ao funcionamento do atrativo turístico. O estudo também deverá calcular a capacidade de absorção de carbono da área de Mata Atlântica existente no entorno do Corcovado.

A partir dessas informações, será elaborado um Plano de Ação Climática com medidas de curto e médio prazo para reduzir e compensar gases de efeito estufa associados à operação e à visitação do monumento.

O objetivo é permitir que o Cristo Redentor obtenha uma certificação internacional relacionada à sustentabilidade. Duas possibilidades estão previstas: a neutralidade de carbono, quando as emissões são integralmente compensadas, e uma classificação climática positiva, concedida quando as ações ambientais conseguem compensar volume superior ao emitido.

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O processo também pretende avaliar formas de reduzir o impacto acumulado pelo turismo ao longo das décadas. O Cristo Redentor completará 100 anos em 2031 e permanece entre os pontos turísticos brasileiros de maior projeção internacional.

Além do projeto ambiental, o monumento ampliou a cooperação com Machu Picchu, no Peru, outro destino reconhecido internacionalmente e integrante da lista das sete maravilhas do mundo moderno.

Os gestores dos dois pontos turísticos firmaram uma parceria para compartilhar experiências em áreas como turismo sustentável, preservação do patrimônio histórico e cultural e desenvolvimento de ações sociais.

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O acordo prevê ainda iniciativas conjuntas de divulgação, intercâmbio de projetos e campanhas voltadas à valorização dos dois monumentos.

A estratégia de reduzir emissões e adotar práticas mais sustentáveis acompanha uma tendência crescente no turismo mundial, especialmente em destinos que recebem grandes volumes de visitantes e estão localizados em áreas de elevado valor ambiental.

No caso do Cristo Redentor, o desafio será conciliar a expansão da atividade turística com a preservação da Mata Atlântica e a redução do impacto climático provocado pela movimentação de milhões de pessoas ao longo dos próximos anos.

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