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CPMI do INSS vai a Mendonça contra ordem de Toffoli e pedem acesso a dados sigilosos de Vorcaro

Estadão Conteúdo 19/01/2026 16:44

Integrantes da CPMI do INSS vão pedir ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira, 19, a devolução de dados bancários, fiscais e telemáticos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

As informações foram retiradas da comissão pelo ministro Dias Toffoli, em 12 de dezembro, que determinou que elas não ficassem disponíveis ao colegiado. Em 4 de dezembro, a CPMI havia aprovado requerimentos para quebra de sigilos do banqueiro.

A comissão argumenta que o Banco Master concedeu mais de 250 mil empréstimos consignados com indícios de fraudes e, por isso, precisa das informações para aprofundamento do inquérito parlamentar.

O volume de casos suspeitos foi revelado pelo Estadão. Em declaração recente, o presidente Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, confirmou os indícios de fraudes nos consignados do Master.

A CPMI do INSS foi criada para investigar crimes relacionados a descontos associativos ilegais em aposentadorias e também a empréstimos consignados.

O pedido apresentado a André Mendonça é assinado pela cúpula da oposição no colegiado: Alfredo Gaspar (União-AL), relator; os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Eduardo Girão (Novo-CE), e os deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS), Adriana Ventura (Novo-SP) e Luiz Lima (Novo-RJ).

SESC PICASSO

"Esse dado superveniente se soma a um conjunto probatório já robusto e confirma que as irregularidades não se limitaram a condutas isoladas, mas envolveram uma atuação estruturada e reiterada do Banco Master no âmbito do crédito consignado do INSS, com possíveis reflexos penais, administrativos e civis", diz a petição.

Os parlamentares argumentam que, passados mais de 30 dias desde a decisão de Toffoli, não houve deliberação definitiva do STF sobre a destinação das informações solicitadas. Os dados estão sob custódia administrativa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Na avaliação do grupo, esse cenário cria um "um precedente inédito de bloqueio de documentos legalmente produzidos" por uma CPI.

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"Não há investigação séria possível quando provas legalmente produzidas por uma CPI são retiradas do seu alcance e ficam indefinidamente bloqueadas. A decisão do Ministro Toffoli representa mais uma interferência indevida do STF no exercício das prerrogativas do Poder Legislativo, esvaziando o papel constitucional do Congresso. A devolução imediata desses documentos é essencial", afirmou Marcel van Hattem, líder do Novo na Câmara.

O pedido feito ao ministro André Mendonça se deu pelo fato de ele ser o responsável, no STF, pela investigação sobre as fraudes no INSS. Toffoli cuida do inquérito relacionado a indícios de fraudes no Banco Master.

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