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Conselho do MPF decide hoje se abre investigação contra Gonet por citações no caso Master

Procurador-geral é mencionado em mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro; colegiado pode determinar investigação por eventual crime comum ou arquivar o caso

Vitória News 25/09/2026 07:48
Conselho do MPF decide hoje se abre investigação contra Gonet por citações no caso Master
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ABr

O Conselho Superior do Ministério Público Federal decide nesta sexta-feira (25) se há elementos para abrir uma investigação contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a partir de informações encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

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A sessão está prevista para começar às 10h. Gonet preside o Conselho Superior do MPF, mas não comandará a análise do próprio caso. Os trabalhos serão conduzidos pelo vice-presidente do colegiado, o subprocurador-geral Nicolao Dino.

O relator é o subprocurador-geral Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Depois da apresentação do caso e do voto do relator, os demais integrantes poderão se manifestar. Também existe a possibilidade de pedido de vista, o que adiaria a conclusão do julgamento.

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Se a maioria entender que existem elementos suficientes para avançar, um subprocurador-geral deverá ser designado para conduzir a apuração sobre eventual prática de crime comum. Caso o colegiado considere insuficiente o material apresentado, o procedimento poderá ser arquivado.

A eventual abertura da investigação não representa reconhecimento de culpa nem afastamento automático de Gonet do cargo de procurador-geral da República.

O caso chegou ao Conselho Superior depois da divulgação de mensagens recuperadas pela PF no celular de Vorcaro. Em uma delas, datada de 15 de novembro de 2025, dois dias antes de sua prisão, o ex-banqueiro demonstrou preocupação com o avanço das investigações e perguntou se seria possível “reverter” a situação com “Paulo ou Andrei”.

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Os investigadores associaram as referências a Paulo Gonet e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Até agora, porém, não foi apresentado elemento que demonstre que Gonet ou Andrei tenham atendido a algum pedido de Vorcaro ou interferido na investigação.

O material também trouxe novamente à discussão os contatos entre Gonet e pessoas ligadas ao Banco Master. Uma fotografia mostra o procurador-geral ao lado de Vorcaro durante um evento jurídico realizado em Londres, em abril de 2024, que teve o banco entre seus patrocinadores.

Gonet afirma que não mantinha relação de amizade com Vorcaro. Segundo ele, o encontro em Londres ocorreu na presença de outras autoridades, e sua interação com o então banqueiro foi breve e sem relação com processos ou investigações sob responsabilidade da Procuradoria-Geral da República.

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O procurador-geral também questionou no Supremo Tribunal Federal a legalidade do aprofundamento das investigações que resultou na análise das mensagens. Para Gonet, diligências envolvendo integrantes do STF deveriam ter sido submetidas previamente ao plenário da Corte.

Além da possibilidade de abertura de uma investigação, o Conselho Superior poderá discutir se existe motivo para Gonet se declarar suspeito ou impedido de continuar atuando em procedimentos relacionados ao Banco Master e a Vorcaro.

A decisão desta sexta-feira ocorre em meio ao avanço de diferentes frentes de investigação envolvendo o Banco Master e às repercussões das informações retiradas do telefone de Vorcaro, que passaram a citar autoridades dos Poderes Judiciário e Executivo e de órgãos responsáveis pelas próprias apurações.


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