Índice cai 2,9 pontos, com piora na avaliação do cenário atual e aumento das incertezas sobre demanda, estoques, juros e tarifas dos Estados Unidos
A confiança da indústria brasileira apresentou forte queda em julho. O Índice de Confiança da Indústria recuou 2,9 pontos e chegou a 97,2 pontos, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas.
Apesar do resultado mensal negativo, a média móvel trimestral avançou 0,4 ponto, alcançando 98,1 pontos.
A retração refletiu a piora tanto na avaliação das condições atuais quanto nas expectativas para os próximos meses. Entre os fatores que pressionaram o setor estão a recomposição dos estoques, a desaceleração da demanda e o aumento das incertezas relacionadas às tarifas de importação adotadas pelos Estados Unidos.
O cenário também é influenciado pelo debate eleitoral, pela manutenção dos juros em patamar elevado e pelas pressões inflacionárias.
A confiança caiu em 14 dos 19 segmentos industriais pesquisados, indicando uma perda de otimismo disseminada por grande parte do setor.
O Índice de Situação Atual recuou para 99,9 pontos. Já o Índice de Expectativas caiu para 94,6 pontos, o menor nível registrado desde dezembro de 2025.
Os dados mostram que os empresários estão mais cautelosos em relação ao ritmo da atividade industrial, aos investimentos e à demanda nos próximos meses.
A leitura abaixo de 100 pontos indica percepção de enfraquecimento da confiança. Quanto mais distante desse nível, maior é o pessimismo entre as empresas consultadas.