Deputados cobram apuração de possíveis fraudes e falhas em seleção com mais de mil vagas para investigador
A suspeita de irregularidades no concurso público da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) foi levada ao plenário da Assembleia Legislativa (Ales) nesta terça-feira (24). Deputados cobraram apuração sobre indícios de falhas no processo seletivo para o cargo de oficial investigador, que oferece 1.052 vagas.
As manifestações partiram dos deputados Delegado Danilo Bahiense (PL) e Coronel Weliton (PRD), que destacaram denúncias apresentadas por candidatos. Segundo os relatos, há inconsistências nos resultados e possíveis fragilidades na condução do certame.
Entre as medidas defendidas estão maior transparência por parte da banca organizadora, divulgação detalhada das notas e espelhos de prova, reabertura de prazos para recursos e auditoria independente no sistema de correção. Também foi solicitada investigação por órgãos de controle, incluindo o Ministério Público.
Os questionamentos incluem desde supostas falhas na aplicação das provas até problemas na divulgação dos resultados. Há relatos de candidatos que teriam recebido notas zeradas de forma indevida ou não apareceram nas listas de classificação.
Outro ponto levantado envolve possível descumprimento do edital, especialmente quanto à convocação de candidatos para as próximas etapas. Também foram citados desempenhos considerados atípicos, o que, segundo os parlamentares, exige verificação técnica rigorosa.
Na avaliação apresentada em plenário, as dúvidas levantadas podem comprometer a credibilidade do processo seletivo e gerar insegurança entre os candidatos.