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Comissão de Saúde aprova projeto que cria carteira para hemofílicos no ES

Vitória News 24/04/2025 07:07

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), presidida pelo deputado Bruno Resende (PL), aprovou nesta semana o projeto de lei nº 224/2023, que institui a carteira de identificação do paciente hemofílico no estado. A proposta visa agilizar o atendimento em casos de urgência e emergência, garantindo maior segurança e informação a profissionais de saúde e a terceiros que prestem socorro.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O que muda com a carteira do hemofílico

O PL 224/2023 determina que cada portador de hemofilia receberá, gratuitamente, um documento contendo:

  • Nome completo e número de matrícula do paciente

  • Tipo de hemofilia (A ou B)

  • Medicações em uso e dosagens recomendadas

  • Orientações para tratamento de urgência e emergência

Essa carteira deverá ser apresentada em qualquer unidade de saúde ou ambiente externo para assegurar prioridade e adequação no manejo de sangramentos.

Impacto estimado e contexto regional

Segundo dados da Fundação Hemocentro do Espírito Santo, cerca de 500 pessoas convivem com hemofilia no estado. Em nível nacional, estima-se que existam aproximadamente 15 mil hemofílicos registrados, número que pode ser subnotificado em razão de diagnósticos tardios.

SESC PICASSO
Indicador Espírito Santo Brasil (estimativa)
Número de pacientes hemofílicos 500 15 000
Unidades de tratamento oficiais 3 50
Tempo médio de atendimento 45 min 60 min
Fonte: Fundação Hemocentro do Espírito Santo

Em plenário, Bruno Resende destacou a importância da medida:

“A pessoa com hemofilia tem uma predisposição maior ao sangramento. Às vezes chegamos com esse paciente no pronto-socorro e ele não recebe a atenção devida, porque a queixa parece menor. A carteirinha do hemofílico vai conferir velocidade a esse atendimento. Vai levar informação a quem está ali na ponta, dentro e fora da unidade de saúde.”

Em seguida, o deputado acrescentou:

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“Se acontece um acidente na rua, por exemplo, a pessoa com hemofilia poderá apresentar: ‘Olha, eu tenho hemofilia; esses são os cuidados prioritários em relação a mim’. Isso potencializa um atendimento mais adequado e ágil, principalmente na urgência e emergência. O objetivo é estar mais próximo da pessoa com hemofilia e, claro, resguardar essas vidas.”

Próximos passos na tramitação

Após aprovação na Comissão de Saúde, o projeto será encaminhado às comissões de Constituição e Justiça e de Finanças. Se aprovado, seguirá para votação no plenário da Ales. Em caso de sanção, a Secretaria Estadual de Saúde terá prazo de 90 dias para regulamentar a emissão e distribuição da carteira.

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