O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal, Nelsinho Trad (PSD-MS), afirmou que o colegiado acompanha com especial atenção a situação na Venezuela e demonstrou preocupação, em particular, com os brasileiros que se encontram no país e com os impactos imediatos nas regiões de fronteira com o Brasil.
A manifestação ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a realização de um “ataque de grande escala” contra a Venezuela, que teria resultado na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Segundo o governo americano, ambos teriam sido retirados do país e serão julgados nos Estados Unidos por acusações que incluem narcoterrorismo.
Em nota oficial, emitida pelo presidente, a CRE destacou que a rapidez da ação militar em território venezuelano levanta questionamentos legítimos sobre possível conivência interna. O texto também fala que existe um histórico do regime de Nicolás Maduro, marcado por "destruição das instituições democráticas, repressão a opositores, prisões políticas e graves acusações de vínculos com o crime organizado".
"A CRE está ciente de que os eventos estão em desenvolvimento e terão consequências de curto, médio e longo prazos", pontuou.
Por isso, o colegiado avalia que, neste momento, é necessário aguardar as manifestações oficiais do governo dos Estados Unidos, incluindo o pronunciamento ou a coletiva de imprensa do presidente norte-americano, prevista para as 13h no horário de Brasília.
No comunicado, a Comissão ressaltou que a defesa da democracia e o enfrentamento ao narcotráfico não autorizam a banalização do uso da força contra a soberania de um país e devem respeitar os marcos do Direito Internacional e os princípios da Organização das Nações Unidas.
Mais cedo, Trump anunciou em rede social que a operação militar americana foi realizada em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos. Segundo fontes venezuelanas, bases militares em Caracas e em ao menos outros três estados teriam sido bombardeadas. Até o momento, não há um balanço oficial de vítimas civis ou militares.