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Com Márcio França ainda tentando candidatura em SP, número 2 do MDIC vira ministro

Estadão Conteúdo 03/04/2026 17:59

Com a decisão de Márcio França (PSB) de deixar o governo Lula, foi nomeado, na tarde desta sexta-feira, 3, o novo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). França era cotado para assumir essa pasta no lugar de Geraldo Alckmin (PSB), que acumulou o ministério com a Vice-Presidência.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Como decidiu não permanecer ministro de nenhuma pasta, foi nomeado para o MDIC Márcio Elias Rosa, que foi secretário-executivo desde 2023. Com conhecimento da máquina pública, Márcio Elias também trabalhou com Alckmin no governo de São Paulo, tendo sido secretário de Justiça do Estado entre 2016 e 2018. Lula deixou claro que a ideia era priorizar os "número 2" das pastas nesta reforma ministerial que ocorre perto das eleições.

O então secretário-executivo do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Francisco Tadeu Barbosa de Alencar, foi nomeado para chefiar a pasta na mesma edição extra do Diário Oficial da União (DOU) publicada na tarde desta sexta.

SESC PICASSO

Na quinta, 2, França foi exonerado do Ministério Empreendedorismo e anunciou que irá se concentrar na eleição deste ano em São Paulo. Ele busca se lançar ao Senado ou mesmo a vice na chapa de Fernando Haddad (SP) ao governo do Estado. No texto, França relatou que a decisão foi tomada em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a tarde da mesma quinta.

Ex-governador de São Paulo, França tomou posse no Ministério do Empreendedorismo em setembro de 2023, como um nome do PSB. Antes, ele chefiava o Ministério de Portos e Aeroportos, mas foi substituído por um nome do Republicanos, Silvio Costa Filho, para ampliar o espaço do Centrão no governo. A pasta do Empreendedorismo foi criada especialmente para acomodar França no governo, já que ele ficaria sem cargo - a lei que criou o ministério foi sancionada em 2024, após aprovação da medida provisória (MP) que o instituiu.

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Como mostrado pela Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, foram exonerados nesta semana 16 ministros de Estado que estudam candidatura nas eleições de outubro. Segundo a legislação eleitoral, quem ocupa um cargo público e planeja colocar seu nome nas urnas precisa deixar o posto seis meses antes do pleito, prazo que vence neste sábado, 4 de abril.

França ainda não tem lugar nas eleições

A opção prioritária de França é uma candidatura ao governo do Estado, apoiando Haddad em eventual segundo turno. Ele também manifesta o desejo de se lançar ao Senado, mesmo com o PSB já tendo a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet como pré-candidata, com a bênção do presidente. Tebet se filiou na semana passada, depois de quase duas décadas no MDB.

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Mas os planos de França vão de encontro aos de Lula. Desejando ter um palanque forte em São Paulo e conseguir aliados no Senado para um eventual quarto mandato, o presidente quer que Haddad seja candidato ao governo e que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ocupe a segunda vaga da chapa governista que vai brigar pelo Senado. Marina, inclusive, está de saída da Rede e ainda negocia sua filiação ao PT, partido do qual já fez parte.

Por outro lado, França dispensa se candidatar à Câmara dos Deputados. Aliados do ministro afirmam que ele é uma liderança forte no Estado, com trânsito no interior e entre o Centro e com possibilidade de se infiltrar no eleitorado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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