Na última quarta-feira (25), Colatina sediou a 6ª Conferência Municipal das Cidades no Centro de Ciência do município, reunindo autoridades, especialistas e representantes da sociedade civil para discutir estratégias de desenvolvimento urbano inclusivo, democrático e sustentável. Convocado pela Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária e pelo prefeito Renzo Vasconcelos, o encontro teve como tema “Construindo a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano: caminhos para cidades inclusivas, democráticas, sustentáveis e com justiça social”.
Objetivos e importância do encontro
A conferência faz parte do ciclo de debates preparatórios para a revisão da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU). Em Colatina, o foco recaiu sobre a valorização da participação popular e a busca por soluções práticas para desafios como mobilidade, mitigação de ilhas de calor e habitação. Segundo o secretário municipal de Habitação, “este é um momento único para alinhar diretrizes locais às metas nacionais, garantindo que todas as vozes sejam ouvidas” (Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária).
Programação científica
Ilhas de calor em Colatina: análises e diretrizes para redução dos impactos climáticos
Quem falou: Alexandre Cypreste Amorim, especialista em práticas pedagógicas para professores
Síntese: Amorim apresentou mapeamentos de pontos críticos de calor e sugeriu ações de arborização urbana e uso de revestimentos permeáveis para atenuar temperaturas extremas.
Desafios da mobilidade urbana em Colatina: caminhos para cidades mais acessíveis e eficientes
Quem falou: Leandro Camatta de Assis, mestre em Arquitetura e Urbanismo e doutor em Geografia
Síntese: Camatta destacou a necessidade de integrar transporte público e ciclovias, propondo corredores exclusivos de ônibus e faixas compartilhadas para bicicletas e pedestres.
Políticas habitacionais em Colatina: desafios e possibilidades
Quem falou: Amabeli Dell Santo, especialista em Educação e mestra em Engenharia Civil
Síntese: Dell Santo abordou a carência de moradias populares no município e apresentou modelos de cooperação público-privada e programas de autoconstrução assistida como alternativas para famílias de baixa renda.
Aprovação do regulamento
Um dos momentos mais marcantes foi a análise e aprovação do regulamento da conferência, documento-base que define etapas de consulta popular e critérios de validação das propostas. Elaborado previamente pela Comissão Organizadora, o texto foi votado em plenária e recebeu chancela unânime dos participantes, reforçando o caráter democrático do processo.
Com o regulamento em vigor, passam a valer os fóruns setoriais – encontros temáticos destinados a detalhar propostas para áreas como meio ambiente, infraestrutura, mobilidade e habitação. As contribuições serão consolidadas em um relatório final, a ser encaminhado ao Conselho Municipal das Cidades e, posteriormente, à instância estadual.