Nova exigência no Eco Invest busca atrair capital privado e melhorar qualidade de projetos sustentáveis
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou mudanças nas regras da Linha Eco Invest Brasil com foco em ampliar investimentos em projetos sustentáveis e fortalecer a transição ecológica no país.
A principal alteração permite que o Ministério da Fazenda exija contrapartidas das instituições financeiras interessadas em acessar os recursos do programa. Na prática, bancos credenciados poderão ser obrigados a investir recursos próprios em capacitação, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e estruturação de projetos.
As iniciativas não envolvem uso de recursos públicos nem aumentam custos para o Tesouro Nacional. A medida busca enfrentar um dos principais gargalos do setor: a baixa maturidade técnica e financeira de projetos considerados aptos a receber investimentos.
Com a mudança, a expectativa é melhorar a qualidade da carteira de projetos e ampliar a participação do capital privado, especialmente em áreas estratégicas como a bioeconomia, que ainda enfrenta desafios na fase inicial de desenvolvimento.
O Eco Invest Brasil integra a estratégia federal de financiamento à agenda climática, com foco na redução de emissões e adaptação às mudanças do clima. O programa é coordenado pelo Ministério da Fazenda em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Em 2025, a iniciativa mobilizou R$ 75 bilhões em capital, sendo R$ 14 bilhões convertidos em financiamentos para projetos sustentáveis.
A reformulação ocorre em um momento de crescente demanda por investimentos verdes e reforça o papel do sistema financeiro na estruturação de soluções voltadas à economia de baixo carbono.