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Ciro diz que Lula usou Lupi como fusível e defende PDT fora do governo

FolhaPress 06/05/2025 16:26

SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) - O ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) afirmou que o presidente Lula (PT) é o responsável pela crise dos descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e usou o então ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), como fusível para conter a crise.

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"Quem é o responsável político por essa questão? É o [Michel] Temer, [Jair] Bolsonaro e o Lula. Transferir [a responsabilidade] para auxiliares é tentativa de queima de fusível. Sabe para o que serve um fusível na casa? Quando a tensão dá um pico, ele queima para proteger a fiação", afirmou o pedetista.

As declarações foram dadas nesta terça-feira (6), em Fortaleza, em entrevista à imprensa após uma reunião com a bancada da oposição ao governo Elmano de Freitas (PT) na Assembleia Legislativa do Ceará.

Na reunião, Ciro fez um apelo pela união das oposições no Ceará e sinalizou apoio à candidatura ao Senado do deputado estadual bolsonarista Alcides Fernandes (PL). Ele é pai do deputado federal André Fernandes (PL), derrotado em 2024 na disputa pela Prefeitura de Fortaleza.

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A aproximação com a oposição no Ceará foi selada dias após o pedido de demissão de Carlos Lupi do Ministério da Previdência do governo Lula. Ele foi substituído pelo então secretário-executivo da pasta, Wolney Queiroz, que foi deputado federal e é presidente do PDT em Pernambuco.

Ciro afirmou à imprensa que o governo Lula é "organicamente corrupto" e lembrou que os descontos ilegais nas pensões e aposentadorias cresceram na gestão petista. Disse ainda que as investigações sobre o esquema devem ser aprofundadas para identificar e punir os seus autores.

Também defendeu o ministro demitido por Lula. "Lupi, até onde eu sei e eu sei muito, é um homem sério, de vida simples. Conheço, já fui na casa dele muitas vezes, não tem nenhum hábito, nenhum sinal exterior de riqueza."

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Ciro ainda disse que Lula atuou para queimar Carlos Lupi e criticou a nomeação de Wolney Queiroz para a pasta da Previdência.

"Qual a culpa do Lupi senão uma responsabilidade remota, que cabe ao Lula? E que o Lupi fez de omissão que o secretário-executivo do ministério deixou de fazer igual? Isso é envergonhante para mim, eu fico morto de vergonha e acho uma indignidade inexplicável", disse.

Na sequência, defendeu a saída do PDT do governo Lula. "O PDT continuar no governo é um equívoco absolutamente trágico porque abre mão de uma opção e fazer uma proposta de desenvolvimentismo nacional para virar um puxadinho vergonhosamente corrompido do PT e do seu governo corrupto."

A bancada do PDT na Câmara dos Deputados decidiu nesta terça deixar a base do governo Lula e discutir candidaturas alternativas para a eleição presidencial de 2026. "Neste momento, estamos nos colocando em posição de independência", disse o líder do partido na Câmara, Mário Heringer (MG).

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Derrotado nas eleições presidenciais de 2018 e 2022, quando concorreu pelo PDT, Ciro Gomes voltou a afirmar que não será candidato no pleito de 2026.

Por outro lado, disse que não vai se eximir de atuar politicamente e defendeu a união das oposições no Ceará contra o governador Elmano de Freitas.

Ao chegar para a reunião, ele cumprimentou o deputado Alcides Fernandes, que é pastor evangélico, e prometeu apoiá-lo em 2026. "Espero votar em você para senador", afirmou Ciro.

Mais tarde, ao falar com a imprensa, classificou o bolsonarista como um homem decente, qualificado e uma pessoa nova na política. E afirmou que negocia uma chapa que una as oposições sob a liderança do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (PDT), derrotado nas eleições de 2022.

Por fim, Ciro fez críticas ao governador petista Elmano de Freitas citando problemas na economia, segurança pública, saúde e educação. Também disparou contra o ex-governador e ministro Camilo Santana (Educação), afirmando que o petista não entende de educação.

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