Excesso de umidade favorece fungos e pode dificultar a aplicação de defensivos e outros manejos durante a fase final do plantio
O aumento das chuvas acendeu um alerta para as lavouras de trigo da Região Sul do Brasil. A elevada umidade favorece o surgimento de doenças fúngicas e pode comprometer o desenvolvimento das plantas e o potencial produtivo da safra de inverno.
O plantio do cereal já alcançou 94,7% da área prevista no país, segundo o monitoramento das lavouras. Apesar do avanço da semeadura, as condições climáticas exigem atenção redobrada dos produtores.
Além de ampliar a pressão de doenças, o excesso de chuva pode dificultar a entrada de máquinas nas propriedades e atrasar operações como aplicação de defensivos agrícolas, adubação de cobertura e outros tratos culturais.
Paraná registra maior pressão de fungos
No Paraná, a umidade elevada nas regiões oeste e sudoeste favoreceu o aparecimento de doenças fúngicas e manchas foliares.
Embora as lavouras apresentem desenvolvimento considerado satisfatório, o acompanhamento das áreas deve ser intensificado para que possíveis focos sejam identificados e controlados rapidamente.
No Rio Grande do Sul, as chuvas e a baixa luminosidade também prejudicaram o desenvolvimento inicial de parte das plantações e elevaram o risco de doenças nas folhas.
Santa Catarina tem condições mais favoráveis
Em Santa Catarina, a redução das chuvas melhorou as condições para a realização das atividades no campo.
As lavouras apresentam boa germinação, emergência uniforme e desenvolvimento vegetativo inicial satisfatório, favorecidos pela disponibilidade de água no solo e pelas temperaturas adequadas.
Monitoramento deve ser constante
A orientação aos produtores é manter a inspeção frequente das lavouras e acompanhar as previsões meteorológicas antes de definir o momento de aplicação de defensivos e fertilizantes.
O planejamento dos manejos conforme as condições do tempo pode reduzir perdas, aumentar a eficiência das operações e evitar que as doenças avancem sobre as áreas cultivadas.
Fonte: Br61, com informações da Conab e do Inmet