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CGU destitui ex-assessor envolvido em escândalo dos pastores do MEC

FolhaPress 12/01/2024 11:05

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A CGU (Controladoria-Geral da União) destituiu nesta sexta-feira (12) o advogado Luciano de Freitas Musse, ex-gerente de projetos da secretária-executiva do MEC (Ministério da Educação) na gestão de Milton Ribeiro, por envolvimento no escândalo de pastores suspeitos de operar um balcão de negócios na pasta.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Com isso, Musse não poderá assumir cargo público por oito anos. Na época do escândalo, ele tinha o cargo de gerente de projetos ligado à secretaria-executiva do MEC, então ocupada por Victor Godoy Veiga.

Musse já havia sido exonerado em março de 2022, mas não havia impedimento para que ocupasse outra função pública.

O órgão finalizou o processo administrativo disciplinar que apurou a participação do agente público na atuação dos pastores evangélicos Gilmar Silva dos Santos e Arilton Moura Correia na liberação de recursos do MEC a prefeitos.

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Segundo a Controladoria, o servidor compunha a equipe dos pastores que cobravam propina de representantes de municípios para liberação de verbas do MEC. Apesar de não serem servidores, os pastores assessoravam o ministro Milton Ribeiro e intermediavam as reuniões dele com os prefeitos.

"O indiciado foi descrito por testemunhas como uma espécie de segurança dos pastores", escreve o órgão. "Ficou comprovado também no processo que o indiciado teria recebido R$ 20 mil por indicação de um dos pastores."

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Para decidir pela destituição, o órgão ouviu testemunhas, entre elas prefeitos a quem teriam sido solicitadas as propinas.

Uma das provas eram comprovantes de depósito e emissão de passagem para o servidor pela prefeitura de Piracicaba (SP) para a participação de um evento organizado pelos pastores, apesar do vínculo com o MEC.

Musse chegou a ser preso pela Polícia Federal, que também deteve Ribeiro, os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura e Helder Bartolomeu, ex-assessor da Prefeitura de Goiânia.

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