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Política

Centrais sindicais pedem isenção de Imposto de Renda sobre participação nos lucros e resultados

Vitória News 26/03/2025 08:06

Representantes de centrais sindicais e movimentos sociais se reuniram, na noite de terça-feira (25), com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macedo, para discutir a proposta de reforma do Imposto de Renda (IR). Durante o encontro, foi levantada a proposta de isenção do Imposto de Renda sobre a Participação nos Lucros ou Resultados (PLR), além de sugerirem um aumento na faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A reunião aconteceu no Palácio do Planalto e teve como objetivo aprofundar o debate sobre as mudanças que estão sendo discutidas no Congresso Nacional. A reforma do Imposto de Renda, apresentada por Haddad na semana passada, prevê mudanças que afetam diretamente a tributação sobre a renda dos trabalhadores e as deduções permitidas.

O que mudou e o que está sendo proposto

Atualmente, a PLR de até R$ 7.640 é isenta de Imposto de Renda, com valores superiores a essa quantia sendo taxados segundo a tabela progressiva, que varia de 7,5% a 27,5%. O que as centrais sindicais propõem é que a PLR, independentemente do valor, deixe de ser tributada. "Queremos garantir que a participação nos lucros seja tratada como um benefício e não como uma receita tributável, o que ajudaria na renda de milhares de trabalhadores em todo o país", afirmou um dos representantes presentes no encontro.

Além dessa proposta, as centrais também apresentaram a demanda de incluir nas deduções do Imposto de Renda as despesas com certificação e qualificação profissional na área de tecnologia da informação. Segundo as entidades, o setor é um dos mais estratégicos para o desenvolvimento econômico do Brasil e a qualificação dos profissionais seria um incentivo ao crescimento do mercado. "O setor de TI tem previsão de empregar cerca de 800 mil pessoas nos próximos anos, e uma ação nesse sentido contribuiria para impulsionar ainda mais esse cenário", destacaram durante a reunião.

O posicionamento do governo

SESC PICASSO

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, explicou aos representantes das centrais sindicais a proposta de reforma que foi encaminhada ao Congresso Nacional. A ideia é ampliar a justiça fiscal, aumentando a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês. O governo espera que essas mudanças contribuam para reduzir as desigualdades sociais no Brasil.

No entanto, Haddad não concedeu entrevista à imprensa após o encontro. A Secretaria-Geral da Presidência da República, por sua vez, divulgou um resumo das discussões, destacando a importância do diálogo entre o governo e os movimentos sociais para a construção de um projeto de reforma que, segundo os participantes, tem grande potencial de combater as desigualdades sociais.

Um passo importante para o Brasil

A reforma do Imposto de Renda é vista por muitos como um passo importante para modernizar o sistema tributário do país e garantir mais justiça fiscal. "Essa reforma precisa ser vista como uma forma de corrigir distorções históricas e ajudar na construção de um país mais justo para todos", afirmou Márcio Macedo, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, durante a reunião.

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O que está em jogo

A proposta de reforma ainda está em análise no Congresso Nacional e deverá ser discutida por parlamentares de diversas esferas. A inclusão da isenção da PLR no projeto de lei será um dos pontos chave nas negociações que se seguirão. Para os sindicatos e movimentos sociais, a adesão a essa proposta é crucial para garantir um impacto positivo na vida dos trabalhadores brasileiros, especialmente em um momento de recuperação econômica pós-pandemia.

A reforma do Imposto de Renda pode ser um divisor de águas na vida de milhões de brasileiros. A ampliação da faixa de isenção e a isenção da PLR são apenas algumas das propostas que visam beneficiar aqueles que mais precisam. Com a aprovação dessas mudanças, o Brasil pode dar um passo significativo rumo a um sistema tributário mais justo e inclusivo.

Fonte: ABr
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