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Castro minimiza ação exaltada por Lula contra PCC e diz que segurança é principal pauta do Brasil

FolhaPress 12/11/2025 12:57

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL), minimizou nesta terça-feira (12) a operação Carbono Oculto, que tem sido apontada pelo governo Lula (PT) como exemplo de atuação na segurança pública em contraponto à ação policial que deixou 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A declaração de Castro foi feita em ato no Senado, no qual o governador disse que a segurança pública é a principal pauta do Brasil.

A Operação Carbono Oculto mirou ligações do PCC (Primeiro Comando da Capital) com o mercado financeiro e o setor de combustíveis e envolveu o Gaeco, do Ministério Público de São Paulo, e a Receita Federal, vinculada ao governo federal, e a Polícia Militar de São Paulo.

A segurança pública entrou no centro de embate político desde a ação policial no Rio de Janeiro, a mais letal da história do país. A operação, que uniu governadores de direita, foi classificada de "desastrosa" e "matança" por Lula.

O grupo político do petista tem apontado a Carbono Oculto como contraponto, por ter focado em lavagem de dinheiro e causado dano ao crime organizado sem troca de tiros ou afetar pessoas pobres. De acordo com Castro, a operação defendida pelo governo federal atacou apenas uma das cadeias econômicas exploradas pelo crime.

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"Que bom que pelo menos uma dessas cadeias agora tem sido investigada com a Carbono Oculto, que parece que a solução do Brasil, não parece ser mais uma das cadeias utilizadas por eles. Assim como é a internet, assim como é o gás, assim como é o transporte alternativo, e diversas outras que têm de ser igualmente combatidas. O garimpo ilegal, o desmatamento ilegal, todas têm o braço dessas organizações narcoterroristas", disse o governador do Rio de Janeiro.

"Há quase dois anos eu venho falando que a segurança pública é a principal pauta do Brasil, até um pouco antes de as pesquisas de opinião começarem a falar isso", declarou.

Castro também fez um contraponto a outra ideia defendida presente esquerda, a de que o crime organizado é alimentado por falta de oportunidades em comunidades pobres. Segundo o governador, o problema é aliciamento, não falta de oportunidade.

"É uma enormidade de dinheiro gasto, todas as comunidades têm escola, todas têm projeto esportivo, todas têm projetos culturais", disse ele.

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As falas foram proferidas no plenário do Senado, onde a oposição a Lula promove um ato de apoio a Castro, às polícias do Rio de Janeiro e aos quatro policiais mortos na operação.

Organizaram o ato o senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), com o líder do PP na Câmara, deputado Doutor Luizinho (RJ).

O evento teve presença de diversos políticos de direita e do centrão que buscam os votos do bolsonarismo com a saída de cena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), declarado inelegível, preso em casa e condenado no processo da trama golpista.

Participaram o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e vice-presidente da legenda, ACM Neto; senadores como Efraim Filho (União-PB), Jorge Seif (PL-SC) e Sergio Moro (União-PR); deputados como Altineu Cortes (PL-RJ) e Marcel van Hattem (Novo-RS); além da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), e do deputado e secretário de Segurança Pública licenciado de São Paulo, Guilherme Derrite (PP).

O ato teve diversos discursos críticos ao governo Lula. Um deles foi o de Derrite. Ele é cotado para se candidatar ao Senado em 2026 e foi escolhido para ser o relator do projeto antifacção em discussão na Câmara.

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Ele disse que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), designou-o como relator do projeto para conciliar uma proposta antiterrorismo e o projeto antifacção do governo.

"Foi difícil achar o que tinha de bom no projeto do governo federal porque eles propuseram redução de pena para indivíduo pertencente a organização criminosa", declarou Derrite.

O governo passou a criticar as idias do deputado para o projeto sob o argumento de que o texto reduzia as atribuições da Polícia Federal. Derrite disse que se trata de uma falácia e que a crítica dos governistas é essa porque eles não conseguiriam discutir o projeto com ele.

O relator também mencionou uma fala em que Lula colocou traficantes como vítimas de usuários –o petista se retratou da declaração.

"Lamentavelmente, o presidente da República classificou os traficantes como vítimas. Foi ele que falou, não fui eu. E eu até estou tendo que me controlar politicamente aqui porque senão isso pode até atrapalhar o andamento do projeto, que pode ser pautado hoje", declarou Derrite.

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