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Política

Caso das joias de Bolsonaro leva Comissão de Ética a determinar censura ética a ex-ministro

FolhaPress 28/07/2025 19:15

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Comissão de Ética Pública da Presidência da República determinou uma censura ética ao ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque pelo seu envolvimento no caso das joias recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em viagem oficial a Arábia Saudita, em 2021.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A censura ética é um registro no histórico funcional do servidor que permanece por até três anos.

A decisão foi tomada por quatro votos pela punição e um contrário, do relator do caso, o conselheiro Gheorgio Tomelin. A descrição do caso na página da comissão aponta que a punição aconteceu por "conduta antiética decorrente do transporte de artigos de luxo em viagem oficial".

Procuradas, a defesa do ex-ministro e a Casa Civil, órgão ao qual a comissão é ligada, não responderam.

Em uma viagem à Arábia Saudita em setembro de 2021, o então ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque recebeu um kit de joias femininas da marca Chopard, contendo um colar, um par de brincos, um anel e um relógio de pulso. Esse conjunto foi apreendido pela Receita Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Um outro conjunto de joias —estas masculinas— também foi trazido para o Brasil na ocasião, sem ser interceptado.

SESC PICASSO

O ex-ministro sempre negou ter cometido qualquer irregularidade. Disse que a comitiva chefiada por ele recebeu diversos presentes e que, ao se deparar com as joias, supôs terem sido enviadas para a primeira-dama, já que a comitiva só carregava presentes dados ao governo brasileiro.

O caso levou ao indiciamento de Bolsonaro pela Polícia Federal sob suspeita de que houve desvio ou tentativa de desvio de itens cujo valor de mercado chega a R$ 6,8 milhões.

Perto do fim de seu mandato, diz a PF, o ex-presidente montou uma operação para tentar conseguir as joias retidas.

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Os investigadores afirmam que houve "uma operação, até certo ponto desesperada, para tentar subtrair as joias femininas retidas pela Receita Federal, em tempo hábil a despachá-las no avião presidencial, que decolaria no dia 30 de dezembro de 2022, com destino aos Estados Unidos".

No caso avaliado pela comissão também estavam o ex-chefe do Gabinete de Documentação Histórica da Presidência Marcelo da Silva Vieira e o ex-secretário da Receita Federal Júlio César Vieira Gomes. Ambos foram absolvidos por unanimidade.

Cabe ao órgão investigar, de ofício ou mediante denúncia, atitudes que violem o código de ética profissional ou a lei de conflito de interesses, que veda a divulgação de informação privilegiada em proveito de terceiros.

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