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Política

Cármen acompanha Fachin contra unir casos de Moraes e Mendonça e redistribuir relatoria

Estadão Conteúdo 15/09/2026 19:15

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou contra a junção das petições sobre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no caso do Banco Master e contra a redistribuição da relatoria. A magistrada deu o quarto voto junto ao presidente do STF, Edson Fachin, e os ministros André Mendonça e Luiz Fux.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Outros três ministros deram voto oposto: Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. O ministro Flávio Dino votou com Gilmar, mas pediu vista e não registrou sua posição. Os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam impedidos de votar.

Os votos ocorreram durante sessão do STF que analisa uma petição sobre a possibilidade de que seja aberta uma investigação contra Moraes, por supostas mensagens do ministro com o dono do extinto Banco Master, Daniel Vorcaro. Antes de tratarem sobre o mérito, os ministros analisam uma questão de ordem apresentada por Gilmar. O magistrado aponta que o Fachin não deveria ter tomado para si a relatoria de Mendonça sobre o caso. Além disso, defende que o processo sobre Mendonça deve ser associado ao de Moraes.

SESC PICASSO

Cármen disse, ao manifestar seu voto, que está em "estado de profunda consternação e tristeza" diante do bate-boca no STF. A ministra afirmou que o Judiciário provoca "mal estar cívico" nos brasileiros nos últimos dias e disse que ficou "envergonhada" com a atenção voltada à Corte a menos de 20 dias das eleições. A magistrada declarou que os ministros não conseguiram garantir rigor e serenidade no processo e pediu "desculpas" por não ter contribuído o suficiente para acalmar os ânimos e conduzido melhor o processo.

"Acho que houve uma espetacularização desses casos, desta sessão, mesmo, que não faz mal apenas ao Supremo nem ao Poder Judiciário, faz mal ao País", disse.

CONTADOR - BONUS

Cármen também afirmou que não sofre pressões como juíza e afirmou que nenhum dos magistrados quer a pendência de dúvidas. "Não há pressões sobre juízes, porque nós não teríamos um Poder Judiciário. É falsa essa ideia de que clamor público vai nos fazer votar num ou noutro sentido. É preciso que as pessoas acreditem que nós temos a independência necessária para continuarmos a ser juízes."

Em relação à defesa que Moraes e Zanin fizeram sobre a necessidade de pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para a abertura de investigações, Cármen opinou que é "autoritária" a "fórmula" de arquivar apurações a pedido do órgão.

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