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Campanha de Lula acusa aliados de Flávio de divulgar conteúdo falso para atacar ato na Paulista

Representação ao TSE afirma que imagens antigas de uso de drogas e episódios de vandalismo foram associados deliberadamente à manifestação; publicações somaram ao menos 1 milhão de visualizações

Vitória News 13/10/2026 07:39

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral após a circulação de publicações que associaram ao ato realizado no domingo (11), na Avenida Paulista, imagens antigas de pessoas usando drogas e registros de vandalismo sem relação com a manifestação.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Na representação encaminhada ao TSE, a coligação afirma que não se tratou apenas da divulgação de informações incorretas, mas de uma ação destinada a criar uma associação falsa entre os participantes do comício e comportamentos que não ocorreram no evento.

Segundo a campanha, o objetivo das publicações teria sido atingir politicamente Lula durante o segundo turno, atribuindo aos seus apoiadores fatos ocorridos em outros momentos e contextos.

A alegação de intenção deliberada faz parte da acusação apresentada ao tribunal e ainda será analisada pela Justiça Eleitoral.

Postagens alcançaram ao menos 1 milhão de visualizações

SESC PICASSO

De acordo com a representação, conteúdos com essas associações foram compartilhados pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), pelos deputados eleitos Lucas Pavanato (PL-SP) e Rony de Assis Gebrial (Podemos-RS), além do influenciador Pablo Marçal.

A campanha afirma que apenas no Instagram as publicações alcançaram pelo menos 1 milhão de visualizações.

Segundo o documento apresentado ao TSE, as postagens utilizaram imagens que não teriam sido produzidas durante o ato na Avenida Paulista para sugerir que participantes da manifestação estavam envolvidos com drogas ou vandalismo.

O comício reuniu milhares de apoiadores de Lula na principal avenida de São Paulo.

Campanha aponta estratégia de desinformação

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Na ação, a coligação de Lula sustenta que a utilização de registros antigos ou retirados de contexto teria sido feita de maneira consciente para produzir uma narrativa negativa sobre a manifestação.

Essa é a parte central da acusação: a campanha não afirma apenas que os conteúdos estavam errados, mas que teriam sido apresentados de forma deliberadamente enganosa para induzir o público a acreditar que as cenas estavam relacionadas ao ato político.

A caracterização dessa conduta como desinformação intencional, porém, dependerá da avaliação do TSE.

Pedido de remoção em até 24 horas

A campanha pede que as plataformas digitais retirem as publicações do ar no prazo de 24 horas.

Também solicita que conteúdos idênticos sejam impedidos de voltar a circular.

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Em caso de descumprimento de eventual decisão judicial, a coligação pede a aplicação de multas às plataformas Meta e X.

O processo será analisado pelo ministro Marco Aurélio Bellizze.

Segundo turno amplia disputa por conteúdo nas redes

O caso ocorre em meio ao segundo turno da eleição presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), período em que as campanhas intensificam a disputa por narrativas nas redes sociais.

A Justiça Eleitoral tem sido acionada repetidamente para analisar denúncias envolvendo informações falsas, conteúdos manipulados e publicações que podem interferir na formação da opinião dos eleitores.

Neste caso, caberá ao TSE avaliar não apenas se as imagens utilizadas são falsas ou estão fora de contexto, mas também se houve intenção de enganar os eleitores e quais responsabilidades podem ser atribuídas aos responsáveis pelas publicações.

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