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Técnicos do TSE não encontram conteúdo falso no canal 'Exército do Lula'

Relatório técnico analisou mensagens e vídeos publicados entre 2 e 11 de outubro e não identificou as afirmações falsas apontadas no processo contra o canal

Vitória News 13/10/2026 07:54
Técnicos do TSE não encontram conteúdo falso no canal 'Exército do Lula'
Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

Um relatório elaborado pela equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral não encontrou publicações falsas no canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp para divulgar conteúdos de apoio à candidatura à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A análise foi realizada pelo setor de combate à desinformação do TSE e abrangeu textos e vídeos publicados no canal entre os dias 2 e 11 de outubro.

O levantamento foi solicitado pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, após decisões divergentes dentro do próprio tribunal sobre a suspensão e posterior reativação do canal.

Segundo a área técnica, não foram identificadas reproduções das afirmações que estavam sendo questionadas no processo.

“Quanto à circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes, não foram localizadas, entre as publicações do canal no período de 2 a 11 de outubro de 2026, reproduções das afirmações examinadas nos autos”, registrou o relatório.

Canal havia sido suspenso

O “Exército do Lula” foi criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acionou o TSE pedindo, entre outras medidas, a suspensão do canal e a cassação do mandato de Janones.

No sábado (10), o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, relator do processo, solicitou informações complementares à campanha de Flávio, mas não determinou naquele momento a retirada do canal do ar.

Posteriormente, Kassio Nunes Marques determinou a suspensão.

SESC PICASSO

No domingo (11), Villas Bôas Cueva derrubou a decisão do presidente do TSE e autorizou a reativação do canal.

Ao justificar a medida, o corregedor informou que o pedido apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro à presidência do tribunal contra sua decisão havia sido protocolado apenas 41 minutos depois.

Relatório faz ressalvas

Embora não tenha encontrado as publicações falsas apontadas no processo, a equipe técnica do TSE fez ressalvas sobre a forma de atuação do canal.

O relatório identificou o que classificou como “atuação coordenada” na disseminação de conteúdos.

Também apontou o uso recorrente de linguagem polarizadora.

PREFGEITURA DE ARACRUZ Pi 35646

“Registra-se, ainda, nas mensagens examinadas, o emprego recorrente de uma linguagem polarizadora, que tende a estabelecer uma lógica de confronto potencialmente contrária à condição das eleições como um substitutivo do conflito”, afirmou a área técnica.

A constatação de coordenação ou de linguagem polarizada, porém, não equivale à conclusão de que os conteúdos analisados eram falsos.

Disputa segue no TSE

A legalidade do canal continua sendo discutida na Justiça Eleitoral.

A campanha de Flávio Bolsonaro sustenta que a estrutura é utilizada de maneira irregular em favor da candidatura de Lula, enquanto a análise técnica divulgada pelo próprio TSE não identificou, no período examinado, as publicações falsas apontadas no processo.

Caberá agora aos ministros da Corte avaliar o conjunto das alegações, os elementos técnicos e os pedidos apresentados pelas partes.

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