Semana será marcada pela retomada das votações no Congresso após semanas de impasse político. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a prioridade será o pacote de corte de gastos e medidas de compensação fiscal propostas pelo governo, além de pautas populares como o projeto que proíbe a cobrança de bagagem de mão em voos.
A proposta prevê que malas dentro dos limites definidos pela Anac sejam automaticamente incluídas no valor da passagem, sem tarifa adicional. A articulação pretende unificar o texto já aprovado no Senado para agilizar a tramitação e evitar sobreposições.
Ajuste fiscal e LDO O pacote fiscal inclui a taxação de fintechs e casas de apostas, com expectativa de gerar até R$ 20 bilhões em receitas. Paralelamente, o Ministério da Fazenda promete enviar projetos para controle de despesas, também com potencial de economia bilionária. As medidas terão regime de urgência para recompor as contas públicas após a derrubada da Medida Provisória que aumentaria o IOF.
Já a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 deve ficar para depois da definição sobre o novo pacote. A estratégia é fragmentar trechos da MP rejeitada, reduzindo resistências políticas e facilitando a aprovação.
Tensões com anistia O Partido Liberal (PL) decidiu retomar a pressão pela votação do projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Segundo o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), a proposta deve voltar à mesa na próxima reunião de líderes. O movimento reacende tensões após o STF consolidar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo sobre tentativa de golpe.