Indicadores do Cepea mostram valorização das duas principais espécies de café e do açúcar cristal em São Paulo, enquanto o milho recua para R$ 65,43 por saca de 60 quilos
O mercado brasileiro de produtos agrícolas apresenta movimentos diferentes nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026. As cotações mais recentes do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) mostram valorização dos cafés arábica e robusta e do açúcar cristal no mercado paulista, enquanto o milho registra nova queda.
O café arábica apresenta o maior avanço percentual entre os produtos analisados, com alta de 1,55% e preço de R$ 1.571,19 por saca de 60 quilos. O robusta também registra valorização, de 0,15%, alcançando R$ 972,64 por saca.
No mercado de açúcar cristal branco, a saca de 50 quilos é cotada a R$ 123,94 na cidade de São Paulo, após aumento de 0,13%. Em Santos, entretanto, o indicador do produto apresenta recuo de 0,79%, com cotação de R$ 137,42.
O milho segue movimento contrário ao das cotações do café e do açúcar na capital paulista. A saca de 60 quilos registra queda de 0,24%, passando a R$ 65,43.
Os valores foram apurados na quarta-feira (14) e servem como referência para o mercado nesta quinta-feira (15). Os indicadores representam condições específicas de comercialização e podem diferir dos preços efetivamente negociados em outras regiões produtoras.
Café arábica registra alta de 1,55% e recupera parte das perdas do mês
O preço do café arábica apresentou valorização na atualização mais recente do Cepea, alcançando R$ 1.571,19 por saca de 60 quilos.
A alta diária foi de 1,55%, equivalente a um aumento de R$ 23,91 por saca em relação à cotação anterior, de R$ 1.547,28.
O resultado representa o segundo avanço consecutivo nas datas informadas pelo levantamento.
Em 9 de outubro, o café arábica estava cotado a R$ 1.531,88, após recuo de 0,85%. No dia 13, o indicador subiu para R$ 1.547,28, acumulando nova valorização na quarta-feira.
Apesar da recuperação recente, o arábica ainda registra variação negativa de 0,36% no acumulado de outubro.
Esse comportamento mostra que a alta dos últimos pregões reduziu as perdas acumuladas desde o início do mês, mas ainda não foi suficiente para colocar o indicador em terreno positivo na comparação mensal.
O mercado de café arábica é acompanhado por produtores, cooperativas, exportadores e indústrias, especialmente em regiões onde essa espécie possui maior participação na atividade cafeeira.
Minas Gerais é um dos principais estados produtores de arábica, enquanto São Paulo também possui tradição no cultivo e na comercialização do produto.
Os preços do café são influenciados por diferentes fatores, incluindo condições climáticas, perspectivas de produção, disponibilidade de estoques, demanda internacional e comportamento do câmbio.
Entretanto, os dados apresentados nesta atualização não permitem atribuir a valorização registrada a uma causa específica.
Café robusta também sobe e alcança R$ 972,64 por saca
O indicador do café robusta Cepea/Esalq apresentou alta de 0,15% na quarta-feira (14), alcançando R$ 972,64 por saca de 60 quilos.
Na cotação anterior, de 13 de outubro, o produto estava negociado a R$ 971,18. Assim, o avanço foi de R$ 1,46 por saca.
O resultado mantém a recuperação observada nas últimas atualizações.
No dia 8, o robusta havia recuado para R$ 955,89, após queda diária de 1,46%. Em 9 de outubro, voltou a subir, atingindo R$ 961,31.
Na sequência, o indicador alcançou R$ 971,18 no dia 13 e R$ 972,64 na quarta-feira.
Apesar dos aumentos recentes, o robusta acumula desvalorização de 1,30% em outubro.
O café robusta pertence à espécie Coffea canephora, a mesma do café conilon, amplamente cultivado no Espírito Santo.
É importante destacar que o café arábica pertence a outra espécie, Coffea arabica, e não deve ser confundido com o conilon.
No Brasil, o Espírito Santo se destaca pela produção de conilon, enquanto Rondônia possui importante participação na produção de cafés da espécie canephora.
O robusta é utilizado principalmente na fabricação de café solúvel e na composição de misturas comerciais, embora também existam produtos de maior qualidade sensorial elaborados com grãos dessa espécie.
Diferença entre arábica e robusta chega a R$ 598,55 por saca
A comparação entre os indicadores de 14 de outubro mostra uma diferença de R$ 598,55 entre as cotações do café arábica e do robusta.
Enquanto o arábica é negociado a R$ 1.571,19, o robusta registra R$ 972,64 por saca de 60 quilos.
Essa diferença está relacionada às características dos mercados de cada espécie, incluindo padrões de qualidade, demanda, oferta e utilização industrial.
O arábica possui grande participação no mercado de cafés especiais e apresenta características sensoriais frequentemente associadas a maior suavidade e complexidade aromática.
O robusta, por sua vez, costuma apresentar maior teor de cafeína e características de sabor e corpo distintas.
As duas espécies têm importância econômica para a cafeicultura brasileira e atendem a diferentes segmentos consumidores e industriais.
As cotações divulgadas pelo Cepea representam indicadores específicos e não substituem os preços regionais praticados por cooperativas e compradores locais.
Confira os preços do café em 14 de outubro
Café arábica: R$ 1.571,19 por saca de 60 kg
Variação diária: alta de 1,55%
Variação acumulada no mês: queda de 0,36%
Café robusta: R$ 972,64 por saca de 60 kg
Variação diária: alta de 0,15%
Variação acumulada no mês: queda de 1,30%
Diferença entre os indicadores: R$ 598,55 por saca
Açúcar cristal sobe em São Paulo e chega a R$ 123,94
O mercado de açúcar cristal branco apresentou valorização de 0,13% na capital paulista.
A saca de 50 quilos foi cotada a R$ 123,94 na quarta-feira, ante R$ 123,78 na atualização anterior.
O aumento corresponde a R$ 0,16 por saca.
No acumulado de outubro, o indicador registra valorização de 2,33%.
A série recente mostra uma trajetória de avanço nas datas apresentadas. Em 7 de outubro, o açúcar cristal estava cotado a R$ 122,58, passando para R$ 122,60 no dia 8 e R$ 123,16 no dia 9.
No dia 13, alcançou R$ 123,78, antes de atingir R$ 123,94 na quarta-feira.
O indicador paulista representa uma referência importante para a comercialização do açúcar cristal branco, utilizado pela indústria alimentícia e por diferentes segmentos consumidores.
A formação dos preços depende de fatores como oferta do produto, demanda interna, condições de comercialização e perspectivas para os mercados de açúcar e etanol.
O comportamento internacional das commodities e as condições de produção da cana-de-açúcar também podem influenciar o setor.
Açúcar em Santos registra queda de 0,79%
Diferentemente do indicador da capital paulista, o açúcar cristal negociado na referência de Santos apresentou recuo na última atualização.
A cotação média caiu de R$ 138,51, em 13 de outubro, para R$ 137,42 no dia 14.
A redução foi de R$ 1,09, equivalente a uma variação negativa de 0,79%.
Apesar da queda diária, o indicador de Santos acumula valorização de 9,39% em outubro.
A referência utilizada é o indicador FOB Santos, que considera condições próprias de comercialização associadas ao mercado portuário.
Por isso, o valor não deve ser comparado diretamente ao indicador da cidade de São Paulo sem considerar as diferenças metodológicas e comerciais.
O FOB, expressão derivada do inglês Free on Board, é uma condição de negociação utilizada no comércio internacional e em operações ligadas ao transporte de mercadorias.
No indicador apresentado, o valor corresponde à média de preços sem impostos, conforme a metodologia informada para a referência de Santos.
As diferenças entre as cotações mostram que o comportamento do açúcar cristal pode variar conforme o mercado e as condições de comercialização.
Cotações do açúcar cristal
São Paulo: R$ 123,94 por saca de 50 kg
Variação diária: alta de 0,13%
Variação acumulada no mês: alta de 2,33%
Santos, indicador FOB: R$ 137,42
Variação diária: queda de 0,79%
Variação acumulada no mês: alta de 9,39%
Milho recua para R$ 65,43 e acumula queda de 4,72% em outubro
O preço do milho apresentou nova redução na atualização mais recente do Cepea.
A saca de 60 quilos foi cotada a R$ 65,43 na quarta-feira (14), após queda diária de 0,24%.
No dia anterior, o indicador estava em R$ 65,59, o que representa redução de R$ 0,16 por saca.
O movimento de baixa também aparece no desempenho acumulado do mês, com desvalorização de 4,72%.
Entre os produtos analisados neste boletim, o milho apresenta a maior queda percentual acumulada em outubro.
A série recente mostra que o indicador estava em R$ 67,24 no dia 7, passando para R$ 67,18 no dia 8 e R$ 67,35 no dia 9.
Em 13 de outubro, houve uma redução mais expressiva, de 2,61%, levando a cotação para R$ 65,59.
Na atualização seguinte, o indicador recuou novamente, alcançando R$ 65,43.
A variação demonstra pressão de baixa nas datas mais recentes apresentadas pelo levantamento.
O milho é uma das principais commodities agrícolas brasileiras e possui ampla utilização na alimentação animal, especialmente nas cadeias de produção de aves e suínos.
O cereal também é empregado na fabricação de alimentos, em processos industriais e na produção de etanol.
Por isso, suas cotações são acompanhadas por produtores, cooperativas, indústrias de ração e diferentes segmentos do agronegócio.
Preço do milho influencia custos da produção animal
A importância econômica do milho vai além da comercialização direta dos grãos.
O cereal é um dos principais componentes das rações utilizadas na avicultura e na suinocultura, desempenhando papel relevante na composição dos custos de produção dessas atividades.
Movimentos de queda nos preços podem favorecer a redução das despesas com alimentação animal, dependendo das condições de compra e dos contratos estabelecidos.
Entretanto, a diminuição da cotação do milho não representa, necessariamente, redução imediata dos preços de carnes e outros produtos vendidos ao consumidor.
Esses valores também dependem de fatores como custos industriais, transporte, demanda, disponibilidade de animais e condições comerciais.
Para os produtores de milho, por outro lado, a desvalorização pode representar desafios relacionados à receita obtida com a venda da produção.
O efeito econômico depende dos custos individuais, da produtividade, do momento da comercialização e da utilização de mecanismos de proteção de preços.
Cotações agrícolas refletem realidades diferentes de mercado
Os indicadores do Cepea são utilizados como referências para acompanhar o comportamento dos preços de diferentes produtos agropecuários.
Entretanto, cada indicador possui uma metodologia própria e representa condições específicas de comercialização.
No caso do café, os preços são apresentados por saca de 60 quilos, enquanto o açúcar cristal utiliza a referência de 50 quilos.
O milho também é comercializado em sacas de 60 quilos.
As diferenças de unidade, localização e condições comerciais devem ser consideradas na interpretação dos dados.
Além disso, as variações diárias não são suficientes, isoladamente, para identificar tendências duradouras ou explicar suas causas.
O acompanhamento de períodos mais amplos permite observar o comportamento dos preços e sua relação com as condições de oferta e demanda.
Para os produtores do Espírito Santo, os indicadores nacionais funcionam como referências complementares às cotações regionais, especialmente no mercado de café conilon.
Resumo dos preços agrícolas nesta quinta-feira (15)
Café arábica: R$ 1.571,19 por saca de 60 kg — alta de 1,55%
Café robusta: R$ 972,64 por saca de 60 kg — alta de 0,15%
Açúcar cristal em São Paulo: R$ 123,94 por saca de 50 kg — alta de 0,13%
Açúcar cristal FOB Santos: R$ 137,42 — queda de 0,79%
Milho: R$ 65,43 por saca de 60 kg — queda de 0,24%
As cotações correspondem aos indicadores de 14 de outubro de 2026, utilizados como referência para a abertura do mercado nesta quinta-feira (15).
Os resultados mostram valorização do café arábica, avanço moderado do robusta, movimentos distintos para o açúcar cristal e continuidade da queda do milho, em um cenário de comportamento diferenciado entre as commodities agrícolas.
Fontes: Cepea/Esalq-USP, com informações do Br61.