Parceria mira genética bovina, tecnologia e expansão do comércio entre os países
Brasil e Mauritânia deram um novo passo para ampliar a cooperação no setor agropecuário durante reunião realizada nesta semana, em Brasília. O encontro reuniu representantes dos dois governos e teve como foco o intercâmbio técnico, a transferência de tecnologia e a abertura de novas oportunidades comerciais.
Durante a agenda, o ministro da Agricultura, André de Paula, destacou o interesse brasileiro em aprofundar a parceria, especialmente com o compartilhamento de conhecimento acumulado no setor.
“O Brasil coloca toda a sua experiência à disposição para fortalecer essa cooperação. Instituições como a Embrapa estão inteiramente disponíveis para apoiar parcerias e contribuir com o desenvolvimento de soluções adaptadas às necessidades da Mauritânia”, afirmou.
Genética bovina e tecnologia no centro das negociações
Um dos principais pontos discutidos foi a ampliação da cooperação em genética bovina. O Brasil já exporta animais vivos e sêmen para o país africano, e agora negocia a abertura do mercado para embriões bovinos.
Também está em análise a assinatura de um memorando de entendimento entre os dois países. A proposta busca criar um marco formal para facilitar o compartilhamento de tecnologias e estruturar ações conjuntas em áreas estratégicas.
Intercâmbio e novos mercados
A delegação da Mauritânia também participou da Expozebu, realizada em Uberaba (MG), considerada uma das maiores feiras de pecuária do mundo e referência em melhoramento genético.
O ministro da Agricultura da Mauritânia, Sid’Ahmed Ould Mohamed, avaliou o encontro como estratégico para ampliar a relação bilateral.
“O Brasil possui uma reputação sólida na pecuária bovina e na produção de carne. Por isso, temos grande interesse em aprofundar essa cooperação e ampliar o intercâmbio técnico entre nossos países”, disse.
Ele também destacou o potencial de crescimento nas trocas comerciais.
“Acreditamos que essa reunião abre novas portas para fortalecer o comércio entre nossos países, especialmente no setor de produtos de origem animal”, enfatizou Sid’Ahmed Ould Mohamed.
A aproximação reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor de tecnologia e genética no setor agropecuário e amplia o alcance internacional da produção nacional.