Mercado nacional movimenta mais de R$ 6 bilhões por ano e utiliza soluções biológicas em quase 200 milhões de hectares
O Brasil apresentou sua experiência no desenvolvimento e no uso de bioinsumos durante a 30ª Sessão do Comitê de Agricultura da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, realizada em Roma, na Itália.
A participação brasileira buscou fortalecer a presença do país no mercado internacional e ampliar a cooperação com outras nações interessadas em utilizar soluções biológicas nos sistemas de produção agropecuária.
A agenda foi conduzida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, em parceria com os ministérios da Agricultura e Pecuária e das Relações Exteriores, além da CropLife Brasil.
Durante o encontro, representantes brasileiros discutiram políticas públicas, inovação, regulamentação e estratégias para aumentar o uso de bioinsumos na agricultura.
Mercado movimenta mais de R$ 6 bilhões
O mercado brasileiro de bioinsumos movimentou mais de R$ 6 bilhões no último ano, valor equivalente a aproximadamente US$ 1,2 bilhão.
As tecnologias foram utilizadas em uma área próxima de 200 milhões de hectares, consolidando o Brasil entre os principais mercados mundiais de produtos biológicos para a agricultura.
Segundo o gerente de Agronegócio da ApexBrasil, Pedro Netto, os bioinsumos contribuem para a competitividade da agricultura tropical brasileira e resultam do trabalho desenvolvido por pesquisadores, empresas e produtores rurais.
Biodiversidade favorece setor brasileiro
O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, afirmou que o país reúne condições para assumir posição de destaque internacional por combinar biodiversidade, pesquisa científica e capacidade de produção em grande escala.
Segundo ele, as soluções desenvolvidas no Brasil são adaptadas a diferentes condições climáticas e sistemas de manejo, característica que aumenta a capacidade de atendimento aos mercados estrangeiros.
O objetivo é transformar o conhecimento científico brasileiro em novas oportunidades de negócios e ampliar a participação das empresas nacionais nas exportações do setor.
Evento reuniu especialistas internacionais
A programação contou com a participação da pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria, vencedora do World Food Prize de 2025, uma das principais premiações internacionais ligadas à agricultura e à produção de alimentos.
Representantes do Japão, México e Tanzânia também apresentaram experiências relacionadas a políticas públicas e à adoção de produtos biológicos no campo.
Projeto promove empresas brasileiras
A participação do país ocorreu por meio do Renera – Brazilian Bioinputs Hub, iniciativa desenvolvida pela ApexBrasil e pela CropLife Brasil.
O projeto busca promover a internacionalização das empresas brasileiras, estimular o diálogo sobre regras para o setor e ampliar as oportunidades comerciais para os produtos desenvolvidos no país.
A presidente da CropLife Brasil, Ana Repezza, destacou que o Brasil possui condições para oferecer soluções capazes de tornar os sistemas agroalimentares mais produtivos, resistentes às mudanças climáticas e sustentáveis.
O que são bioinsumos
Os bioinsumos são produtos elaborados a partir de organismos vivos, como fungos, bactérias e outros microrganismos.
Eles podem ser utilizados para controlar pragas e doenças, melhorar a fertilidade do solo, estimular o desenvolvimento das plantas e reduzir a dependência de determinados produtos químicos.
O uso dessas tecnologias vem crescendo como alternativa para aumentar a produtividade e reduzir os impactos ambientais da atividade agrícola.
Fonte: Brasil 61, com informações da ApexBrasil