Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta quarta-feira (5), aponta que 70% dos empresários consideram a bioeconomia importante para o futuro do setor industrial. Do total, 20% avaliam o tema como totalmente estratégico, 35% como muito importante e 20% como moderadamente importante.
Mais de 80% dos executivos ouvidos defendem o uso sustentável da biodiversidade como ativo econômico, enquanto 89% afirmam que é necessário aproveitar os recursos naturais de forma responsável. Para a maioria, a conservação é entendida como o uso racional das riquezas ambientais, e não a preservação integral sem atividade econômica.
Sustentabilidade avança na estrutura das empresas
Segundo o superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo, a sustentabilidade já faz parte da estratégia de grande parte das indústrias. Ele destaca que a transição para uma economia de baixo carbono exige financiamento, inovação e competitividade.
A pesquisa também mostra que 48% das empresas possuem área dedicada ao tema, um crescimento de sete pontos percentuais em relação ao ano anterior.
Entre as ações de sustentabilidade já adotadas na produção, estão a redução de resíduos sólidos (90%), a otimização do consumo de energia (84%) e a modernização de máquinas e equipamentos (78%).
Potencial brasileiro e COP30
O especialista em bioeconomia Armando Caldeira afirma que o Brasil tem potencial para liderar esse setor, combinando biodiversidade, conhecimento científico e novas tecnologias.
A CNI participará da COP30, em Belém, entre 10 e 21 de novembro de 2025, com programação voltada à economia circular, transição energética, mercado de carbono e inovação.
Um estudo da ICC Brasil projeta que a bioeconomia pode movimentar entre US$ 100 bilhões e US$ 140 bilhões por ano no país até 2032, com destaque para alimentos, agronegócio, saúde e cosméticos.
Fonte: Br61