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Política

Barroso aponta mentira como 'instrumento político naturalizado' em mensagem sobre 8/1

FolhaPress 08/01/2025 12:34

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em mensagem lida no evento que marca os dois anos dos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, no Palácio do Planalto, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, fez críticas ao que chamou de "narrativa falsa" de que enfrentar o extremismo "constituiria autoritarismo".

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"No Brasil e no mundo, está sendo insuflada a narrativa falsa de que enfrentar o extremismo e o golpismo, dentro do Estado de Direito, constituiria autoritarismo", disse, em mensagem lida pelo vice-presidente do Supremo, Edson Fachin.

Barroso, que está no exterior, não participou do evento. "É o disfarce dos que não desistiram das aventuras antidemocráticas, com violação das regras do jogo e supressão de direitos humanos", continua a mensagem de Barroso.

"A mentira continua a ser utilizada como instrumento político naturalizado. Não virão tempos fáceis. Mas precisamos continuar a resistir."

Decisões do STF relacionadas ao 8 de janeiro têm sido criticadas por parlamentares de oposição e também por uma parcela de advogados por uma suposta rigidez excessiva.

O tribunal sofreu novo ataque na terça-feira (7), quando o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, atacou decisões de remoção de conteúdo pelo que chamou de tribunais "secretos" da América Latina.

SESC PICASSO

Depois de ler a mensagem de Barroso, Fachin afirmou que "não é direito assegurado pela Constituição atentar contra as condições de existência da própria democracia".

"A violência se coloca fora desse pacto e deve ser sancionada de acordo com a nossa legítima Constituição. O traçado de tal linha divisória não pode ser dado pela política da circunstância, mas sim pelas leis e, sobretudo, pela Constituição", afirmou.

Nesta quarta (8), antes dos discursos, o presidente Lula (PT) recebeu obras restaurada após os ataques. As peças depredadas estão sendo reintegradas ao Palácio do Planalto em cerimônias que marcam os dois anos do episódio.

CONTADOR - BONUS

As primeiras obras apresentadas foram o relógio trazido ao Brasil por dom João 6º em 1808 e uma ânfora (vaso).

O relógio foi restaurado na Suíça, sem custos para o governo brasileiro, e chegou ao Planalto na véspera. De acordo com o governo, ele era do relojeiro de Luís 15, e existe apenas mais um outro deste, exposto em Versailles, na França.

A peça fica na Sala de Audiências do andar do gabinete do presidente, onde ocorreu o evento.

Além de Fachin, estavam presentes na cerimônia do Planalto os ministros do Supremo Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

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