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Banco Central vai regulamentar Pix parcelado em setembro, diz Galípolo

FolhaPress 11/08/2025 13:55

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta segunda-feira (11) que a autoridade monetária vai regulamentar, ainda em setembro, o uso do Pix para parcelar compras. Esse instrumento já é incorporado no app de algumas instituições financeiras, mas sem uma norma nacional que define os parâmetros de funcionamento.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Isso vai permitir que as 60 milhões de pessoas que não têm cartão de crédito possam fazer pagamento de valores mais elevados de maneira parcelada com menor tarifa e de maneira mais competitiva", disse Galípolo em evento organizado pela Associação Comercial de São Paulo.

"Será mais uma alternativa; o Banco Central não quer restringir as alternativas que existem, ele quer oferecer mais alternativas e deixar que o cidadão, o comércio e o varejo escolham aquela que lhe parece mais competitiva e mais interessante", acrescentou.

De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Google em julho, 22% dos entrevistados afirmaram já ter usado o Pix parcelado. O principal atrativo citado pelos usuários é sua flexibilidade, por não comprometer o limite do cartão de crédito.

Neste modelo, a instituição financeira onde o Pix está registrado oferece essa possibilidade em troca de pagamentos de juros mensais.

SESC PICASSO

No evento, Galípolo também apontou que a entrega de mais novas funções do Pix tende a aumentar os custos de manutenção do instrumento. "Todas essas inovações têm uma correlação de mais ou menos de 70% dos recursos necessários para fazer a inovação e manter a inovação. Então, as despesas com tecnologia no orçamento do Banco Central estavam abaixo de 30% antes do Pix e, agora, estão já chegando próximo de 50%", afirmou.

Segundo Galípolo, para que o Pix possa continuar entregando seus serviços à sociedade, é importante que o Banco Central tenha uma estrutura institucional e legal compatível com as revoluções que ele mesmo produziu no sistema financeiro. "É importante dar as ferramentas para que o Banco Central tenha uma atualização do seu arcabouço legal nacional, e estou falando especificamente da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 65."

A proposta mencionada por Galípolo visa alterar a Constituição para estabelecer um novo regime jurídico para o Banco Central. O texto ainda torna a instituição uma empresa pública com poder de política e autonomia orçamentária. A proposta está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado.

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