Mobilização nacional cobra aumento real de 5%, reajuste de benefícios e avanços na PLR; adesão pode variar entre agências e regiões
Bancários de todo o país realizam uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (20), em meio às negociações da campanha salarial de 2026. A mobilização ocorre após assembleias da categoria aprovarem a suspensão das atividades.
Entre as principais reivindicações estão aumento real de 5% nos salários e demais verbas, valorização do piso salarial, reajustes nos valores do vale-refeição e do vale-alimentação e mudanças na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
A paralisação, porém, não significa que todas as agências bancárias ficarão necessariamente fechadas. O funcionamento dependerá da adesão dos trabalhadores e da organização dos sindicatos em cada região.
Por causa da mobilização, clientes que precisarem realizar operações bancárias são orientados a priorizar aplicativos, internet banking e outros canais digitais disponíveis pelas instituições financeiras.
Funcionários que atuam em regime de home office também receberam orientação sindical para não acessar os sistemas dos bancos nem registrar o ponto durante o período da paralisação.
A pauta da campanha salarial foi entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em 24 de junho. As rodadas de negociação começaram em 2 de julho.
De acordo com o Comando Nacional dos Bancários, até esta quarta-feira (19) ainda não havia sido apresentada uma proposta para atender às reivindicações econômicas da categoria.
A Fenaban e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), por outro lado, informam que receberam formalmente a pauta e que as negociações continuam seguindo o calendário definido entre as partes.
A mobilização desta quinta ocorre às vésperas da data-base dos bancários e aumenta a pressão por avanços nas discussões sobre salários, benefícios e demais condições previstas na campanha de 2026.