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Atos pelo fim da escala 6x1 pressionam Senado a votar PEC

Mobilização começou no Rio de Janeiro e cobra avanço da proposta que reduz jornada semanal sem corte salarial

Vitória News 30/06/2026 16:18
Atos pelo fim da escala 6x1 pressionam Senado a votar PEC
Foto: Tomaz SIlva/ABr

Manifestantes foram às ruas nesta terça-feira (30), no Rio de Janeiro, para cobrar do Senado a tramitação da proposta que reduz a jornada de trabalho e prevê o fim da escala 6x1. O ato abriu um dia nacional de mobilizações em defesa de mais tempo de descanso para os trabalhadores.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

No Rio, centenas de pessoas participaram da caminhada, que passou por trechos da Avenida Brasil, uma das principais vias de acesso à região central da capital fluminense. O percurso teve cerca de 6 quilômetros e durou quase duas horas.

A mobilização reuniu trabalhadores, sindicatos, centrais e movimentos sociais. Entre as entidades envolvidas estão a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e as frentes populares Povo Sem Medo e Brasil Popular.

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A principal cobrança é pelo avanço da PEC 221/2019, que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e prevê dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução de salário. A proposta é vista pelos defensores como uma forma de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, especialmente nas categorias em que a rotina de apenas uma folga por semana é mais comum.

A operadora de caixa Fátima Dantas de Souza Alves, de 22 anos, participou do ato e relatou que a escala atual dificulta o cuidado com a saúde, a convivência familiar e os planos de estudar. Ela afirmou que o fim da 6x1 representaria alívio físico, mental e familiar para quem trabalha jornadas longas.

Segundo os organizadores, estão previstos atos em 21 cidades de 14 estados e no Distrito Federal. A mobilização busca aumentar a pressão sobre o Senado, onde a proposta está parada há mais de um mês.

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A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio. Desde então, aguarda despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Se for aprovada pelos senadores sem alterações de mérito, a proposta seguirá para promulgação pelo Congresso. Caso o texto seja modificado, terá de voltar para nova análise da Câmara.

No início de junho, Alcolumbre afirmou que a proposta deveria ser analisada sem pressa e indicou que poderia haver mudanças no texto. Representantes de centrais sindicais e movimentos sociais têm reunião marcada com o presidente do Senado nesta quarta-feira (1º), com o objetivo de destravar a tramitação.

O vereador do Rio de Janeiro Rick Azevedo (PSOL), criador do movimento Vida Além do Trabalho e um dos articuladores nacionais da campanha, afirmou que a pressão nas ruas deve continuar. Para ele, a virada do semestre é um momento decisivo para a pauta trabalhista.

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O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Gabriel Siqueira, disse que a manifestação recebeu apoio de pessoas que cruzaram com os participantes durante o trajeto. Já o presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Márcio Ayer, destacou que trabalhadores do comércio estão entre os mais afetados pela escala com apenas uma folga semanal.

A discussão sobre o fim da escala 6x1 também divide avaliações sobre os impactos econômicos. Representantes de setores produtivos apontam riscos como aumento de custos, inflação, perda de produtividade e crescimento da informalidade. Já defensores da mudança argumentam que mais descanso pode melhorar a saúde, a motivação, o consumo e a produtividade dos trabalhadores.

Com informações da Agência Brasil.

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