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Arrecadação do Espírito Santo cresce 12,8% em 2024 e se destaca como referência fiscal no Brasil

Vitória News 02/04/2025 10:03

O Espírito Santo apresentou um expressivo crescimento de 12,8% em sua arrecadação, destacando-se como um dos estados com o melhor desempenho fiscal do país. O dado foi revelado pelo secretário de Estado da Fazenda, Benicio Suzana Costa, em sua prestação de contas à Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa (Ales), nesta segunda-feira (31). O Estado alcançou uma receita líquida de R$ 29,2 bilhões no terceiro quadrimestre de 2024, com destaque para a arrecadação de ICMS, que atingiu R$ 20,8 bilhões.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Desempenho fiscal e reconhecimento nacional

Benicio Suzana Costa enfatizou o crescimento nominal da receita como um dos maiores do Brasil, consolidando o Espírito Santo como um exemplo de responsabilidade fiscal. “O Estado do Espírito Santo segue firme no rumo da solidez fiscal. São números sólidos, que fazem com que o nosso Estado, hoje, seja referência nacional em finanças públicas, na parte fiscal”, destacou o secretário.

Despesas e controle financeiro

A despesa total do Estado acompanhou o crescimento da receita, registrando alta de 12,9% em 2024, somando R$ 28,3 bilhões. A maior parte desses recursos foi destinada a pessoal e encargos, totalizando pouco mais de R$ 12 bilhões. Os gastos com investimentos, por sua vez, alcançaram aproximadamente R$ 4,5 bilhões no ano passado.

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Apesar do gasto com pessoal representar 36,05% da receita corrente líquida, o Estado se manteve abaixo do limite prudencial de 46,55%. O secretário explicou que, ao longo de 2024, houve uma redução significativa nas despesas com pessoal. “Nós podemos ver que o Estado do Espírito Santo segue equilibrado do ponto de vista do gasto com pessoal. Nós tivemos em 2024 um decréscimo, uma economia com gasto de pessoal. Nós saímos de 38,9% da receita corrente líquida em 2023 para 36,05% em 2024”, afirmou Benicio Suzana Costa.

Superávit fiscal e boa gestão das finanças

A análise do resultado fiscal do Estado revelou um superávit nominal de mais de R$ 1 bilhão, superando a meta inicial de déficit de R$ 3,7 bilhões. “Nós tivemos superávit em todas as classificações de resultado do nosso Estado: primário, nominal e orçamentário”, destacou o secretário, reforçando o bom desempenho fiscal do Espírito Santo.

Dívida do Estado e capacidade de investimento

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Em relação à dívida, o Espírito Santo apresenta um panorama positivo. De 2018 a 2024, a dívida consolidada líquida do Estado teve um resultado negativo de -9,76% da receita líquida. “Só para ressaltar, o limite da dívida dos estados é de até 200% da receita corrente líquida. O estado do Espírito Santo tem crescimento negativo, então isso é algo inédito no país”, afirmou o secretário, ressaltando que o Estado não precisou recorrer a empréstimos para realizar seus investimentos.

Essa gestão fiscal eficiente garante que o Espírito Santo possa investir com recursos próprios, sem a necessidade de contrair novas dívidas. “Isso mostra muito a nossa capacidade de investimento, porque o Estado não precisa fazer dívida para poder cumprir suas obrigações, principalmente para realizar seus investimentos. Isso aqui prova que o estado do Espírito Santo tem feito bem o dever de casa e tem feito investimentos com recursos do caixa do tesouro, sem precisar pegar empréstimo, sem ter de contrair dívida”, complementou.

Crescimento dos investimentos no Estado

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Os investimentos no Espírito Santo também mostraram crescimento contínuo. Em 2021, o Estado investiu R$ 2,29 bilhões, subindo para R$ 4,05 bilhões em 2022, R$ 4,22 bilhões em 2023 e fechando 2024 com R$ 4,5 bilhões. Esses valores representam investimentos feitos com recursos próprios do tesouro estadual. “Durante os últimos três anos conseguimos manter essa margem superior a R$ 4 bilhões. Vale ressaltar que esses são investimentos feitos com o caixa do tesouro”, explicou Benicio Suzana Costa.

Cumprimento das metas constitucionais

O Estado também superou as metas constitucionais de investimentos, aplicando R$ 5,4 bilhões na Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Médio (MDE), acima da meta de R$ 5,2 bilhões. Além disso, o Espírito Santo investiu R$ 1,4 bilhão em remuneração dos profissionais da educação básica, superando o limite mínimo constitucional, e R$ 3,2 bilhões em ações e serviços básicos de saúde, também ultrapassando o valor mínimo exigido de R$ 2,5 bilhões.

Conclusão

A audiência pública foi conduzida pelo vice-presidente da Comissão de Finanças, deputado João Coser (PT), e contou com a participação dos deputados Mazinho dos Anjos (PSDB), Adilson Espindula (PSD), José Esmeraldo (PDT) e Toninho da Emater (PSB).

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