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'Apesar de morar na mesma cidade do banqueiro bandido, nunca encontrei com ele', diz Zema

Estadão Conteúdo 25/05/2026 13:09

O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) fez nesta segunda-feira, 25, uma referência indireta ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao afirmar que nunca se encontrou com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, a quem chamou de "banqueiro bandido". Segundo Zema, embora os dois morem na mesma cidade, Vorcaro nunca pediu reunião com ele.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Flávio admitiu publicamente no dia 20 de maio que encontrou Vorcaro na residência do banqueiro após o vazamento de áudios que revelavam a ligação entre os dois. A reunião ocorreu na cidade de São Paulo, no final de 2025, logo após a primeira soltura do banqueiro no âmbito da Operação Compliance Zero. Ele ainda usava tornozeleira eletrônica.

O filho de Jair Bolsonaro disse que o encontro serviu para colocar "um ponto final" no financiamento de Dark Horse, a cinebiografia sobre seu pai. Segundo as mensagens reveladas, Flávio pediu dinheiro ao banqueiro para financiar o filme.

"No meu governo, em Minas Gerais, não teve um escândalo, não teve corrupção, não teve esquema. Apesar de morar na mesma cidade do banqueiro bandido, é estranho, eu nunca encontrei com ele, nunca", disse Zema. "Eu falo que a assombração sabe para quem ela vai aparecer e bater na porta."

SESC PICASSO

As declarações foram feitas ao longo de participação no encontro de presidenciáveis promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil). Em painel, Zema intensificou críticas de maneira indireta e disse que "gambá cheira gambá". Ele avaliou que ter relações com Vorcaro é "mau sinal" para um presidenciável e também reprovou indicação de parentes para cargos. Flávio é o candidato escolhido por Jair à Presidência.

"Não acredito também quando você acredita que parentes são a solução do seu problema, não acredito não", continuou o mineiro. "Eu gosto é de gente competente, e não de falar é parente que resolve. Quando é companheirada, parentada, a coisa fica difícil."

Zema afirmou que o País precisa de um presidente que não chegue ao cargo suscetível a chantagens ou com "rabo preso". Sem citar nomes, sugeriu que houve lideranças políticas constrangidas por potenciais investigações envolvendo familiares ou questões pessoais, o que, segundo ele, comprometeria a capacidade de governar.

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